Olá! Antes de começar: em fevereiro, novas assinaturas anuais da Matinal dão direito a desconto em livrarias parceiras. Assine agora, apoie o jornalismo local e aproveite o benefício. Já é apoiador? Dê uma assinatura de presente para quem você gosta.
Agora, sim. O Plano Diretor se aproxima da votação na Câmara, e Tiago Medina conversou com o presidente do Legislativo sobre adensamento e meio ambiente. No cargo há pouco mais de um mês, Moisés Barboza fala em equilíbrio, mas defende o avanço das propostas.
Ainda sobre cidade, Medina também entrevistou a pesquisadora e ilustradora Ana Luiza Koehler, cuja obra foi escolhida como leitura obrigatória da Fuvest. Se há um século Porto Alegre trocava becos por avenidas largas, hoje mira seus céus. Processos que, segundo ela, dialogam.
Ricardo Romanoff escreve sobre a mostra Espaços para Esconderijos, no MARGS. E tem novo episódio do Cineclube Matinal, com Roger Lerina e Marcelo Perrone, além da coluna de Juremir Machado da Silva.
Mais tarde, assinantes recebem a newsletter Tudo é Gênero, de Marcela Donini, que parte das marmitas no ônibus para discutir a escala 6x1. No sábado, chega também a nova edição da Parêntese, com reflexões pós-Carnaval.
Assine a Matinal, receba nossas publicações exclusivas e garanta boa leitura para o fim de semana!
Presidente da Câmara busca equilíbrio entre incentivo à construção e meio ambiente
Moisés Barboza (PSDB) assumiu a presidência da Câmara Municipal no início de janeiro com um perfil oposto ao de sua antecessora, Comandante Nádia (PL). Há um ano, a então presidente do Legislativo falava em varrer a oposição. O tucano, ao longo de suas primeiras entrevistas na nova função, diz querer manter o diálogo, independentemente das ideologias dos colegas.
Apesar da maior abertura à oposição, Barboza mantém apoio ao projeto de adensamento da cidade, previsto no Plano Diretor. A proposta pode ser pautada ainda em fevereiro e há chance de entrar na ordem do dia na próxima quarta-feira.
Integrante da base de Melo, Barboza contemporizou as críticas ao incentivo à construção de torres, que partiram do Ministério Público e de entidades ligadas ao planejamento urbano, mesmo com sinais de decréscimo populacional.
“A gente tem que discutir todos os temas sem impedimentos. O adensamento da cidade previsto no Plano Diretor é uma questão de mobilidade e de qualidade de vida, que alguns interpretam como incentivo à construção civil”, observou o presidente da Câmara. Ele acrescentou: “A cidade precisa se desenvolver, a gente precisa ter desenvolvimento sustentável, mas tudo isso faz parte de um equilíbrio”.Leia a reportagem completa:

Se você acredita que a Matinal é importante para Porto Alegre, considere nos apoiar. Produzimos jornalismo para quem se importa com a cidade.

O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER
Prefeitura publica edital de leilão de prédio da Smed, que bancará 25% de conjunto residencial
A prefeitura abriu o prazo para o recebimento de propostas pelo prédio em que a sede da Smed funcionava, na Rua dos Andradas. O imóvel de 16 andares foi avaliado em 12,4 milhões de reais. Vence o leilão quem apresentar o maior valor – o resultado será conhecido em 13 de março. Conforme o projeto que autorizou a alienação do edifício, os recursos serão destinados à construção do Residencial Barcelona, no bairro Humaitá.
Entretanto, de acordo com o Departamento Municipal de Habitação (Demhab), o valor será suficiente apenas para começar a obra, que é estimada em mais de 40 milhões. Para bancar toda a construção, a prefeitura tenta há quase três anos vender outro edifício, em que funcionava a antiga Secretaria Municipal de Obras e Viação, na avenida Borges de Medeiros.
O processo, no entanto, está interrompido em razão de uma liminar que reconhece a importância arquitetônica e patrimonial da edificação, um dos marcos do modernismo em Porto Alegre, impedindo a sua demolição.
Polícia Civil indicia 34 pessoas após investigação de compras de materiais na Smed
A Justiça já recebeu as conclusões da Operação Capa Dura, que investigou suspeitas de irregularidades em compras de material didático e jogos pela Secretaria Municipal da Educação (Smed). Mais de 50 pessoas foram investigadas no decorrer de sete inquéritos da operação. Ao fim, houve 48 indiciamentos de 34 pessoas. Entre elas, a ex-secretária da Educação na gestão Sebastião Melo (MDB), Sônia Rosa, indicada em seis inquéritos, e o empresário Jailson Ferreira da Silva, que intermediou as vendas à Smed. À ZH, a defesa de Rosa diz que a ex-secretária é inocente, e os advogados de Silva disseram que vão esperar a manifestação do Ministério Público.
O último inquérito, vinculado à Capa Dura, investigou uma compra de 14,4 milhões de reais de kits didáticos da empresa MindLab. A compra, feita sem licitação e com indícios de direcionamento, foi revelada em uma reportagem da Matinal em dezembro de 2022. A Polícia Civil comprovou a falta de justificativas para a aquisição. À época, mostramos que a prefeitura ignorou alertas da Procuradoria-Geral do Município (PGM) e não consultou as escolas, que receberam os kits de surpresa.
Ao portal GZH, a Mind Lab diz que também aguarda manifestação do MP. A Smed disse, ao Sul21, que não iria comentar pela ausência de um fato novo na investigação.
Que existe uma enorme diferença entre a Porto Alegre de agora e a de 100 anos atrás não há dúvida. Porém, a forma como essas mudanças ocorreram e seguem ocorrendo, por meio de decisões políticas que levam à gentrificação e à verticalização da cidade, tem suas semelhanças. É o que mostra a arquiteta, mestre em planejamento urbano e ilustradora Ana Luiza Koehler em suas obras Beco do Rosário e Viaduto, ambas histórias que se passam na Porto Alegre das décadas de 1920 e 1930.
Beco do Rosário foi anunciado como leitura obrigatória do vestibular da Fuvest, um dos mais concorridos do Brasil, para o período entre 2030 e 2033. Algo que, para Koehler, pode significar uma mudança no olhar sobre as obras em HQs, aptas a tratar dos mais diferentes temas, inclusive a urbanização não pacífica da Porto Alegre do século passado. Na visão dela, os fatos de 100 anos atrás encontram ecos no cotidiano atual, agora agravados com as mudanças climáticas.
Leia a entrevista completa
OUTRAS NOTÍCIAS
Com valores de aluguel mais baixos, a nova tabela de preços do Multipalco Eva Sopher abre maior espaço para produções artísticas locais.
Começa hoje a 29ª edição do Liquida Porto Alegre, e mais de quatro mil estabelecimentos comerciais oferecem promoções durante a campanha.
Ocorre em 5 de março a audiência pública que vai debater propostas para o corredor verde da Washington Luiz. Confira aqui o edital e saiba como se inscrever.
Só neste ano, 26 contêineres de lixo reciclável já foram incendiados na capital. Desde a instalação das unidades, em março de 2025, 129 lixeiras foram queimadas.
Já foram registradas 45 mortes por afogamento no Rio Grande do Sul neste verão. Dos óbitos, cinco ocorreram no mar e 40 em águas do interior do estado. No verão passado, o total de mortes chegou a 57.
A busca por carros usados cresceu no RS nos últimos anos. Dos 84,3 mil veículos seminovos ou usados comercializados em janeiro deste ano, 49,25% tinham 13 anos ou mais. No mesmo período de 2022, o percentual era de 44,18%.
O Conselho de Medicina do RS decidiu interditar alas do Hospital Universitário de Canoas a partir de hoje, até que o risco de colapso assistencial na unidade seja resolvido.
A Fiergs entregou uma carta ao vice-presidente Geraldo Alckmin na qual aponta riscos sobre uma eventual redução da jornada de trabalho, pauta que tramita no Congresso.
Juremir comenta a queda da Acadêmicos de Niterói, escola de samba que homenageou o presidente Lula no carnaval carioca deste ano.

CULTURA
Recuperados das folias momescas, Roger Lerina e Marcelo Perrone comentam o frisson da nova versão de O Morro dos Ventos Uivantes e lembram outras adaptações do clássico romance de Emily Brontë. A dupla recomenda ainda duas produções disponíveis nos streamings: o documentário em duas partes Mel Brooks: O Homem de 99 Anos e a minissérie polonesa Filhos do Chumbo.
MARGS revisita os esconderijos de Carlos Pasquetti

Desenhos, instalações, vídeos, objetos e fotografias compõem a mostra Espaços para Esconderijos, de Carlos Pasquetti (1948 – 2022). A atuação múltipla do artista ocupa o primeiro andar do MARGS com trabalhos históricos e inéditos, produzidos ao longo de mais de 50 anos de trajetória. Alexandre Copês e Nelson Azevedo, curadores da mostra ao lado de Francisco Dalcol, conversaram com o repórter Ricardo Romanoff sobre a exposição. Leia a matéria.
Muito obrigado pela sua leitura! Quem apoia a Matinal segue conosco com uma curadoria de agenda cultural para o final de semana. Quer ler agora? Então apoie e leia hoje mesmo! Até a próxima edição!
