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✉️ A luta do Museu do Trabalho, o aval do TCE à PPP das escolas públicas e mais notícias desta quarta

Edição #1568

Bom dia! Os efeitos da enchente de 2024 seguem afetando um dos locais mais queridos da cultura de Porto Alegre: o Museu do Trabalho. O repórter João Neto escreve sobre os desafios do espaço para manter as atividades enquanto ainda não reabriu plenamente.

Esta edição também traz uma reportagem de Valentina Bressan sobre a decisão do TCE de liberar a PPP do governo do estado para as escolas públicas. Falamos ainda sobre uma ex-escola que foi centro de acolhimento para mulheres durante a enchente e que hoje é foco de preocupação no bairro Rio Branco.

Juremir Machado da Silva sai em busca de adjetivos para categorizar Valor Sentimental, um filme que não lhe agradou. Já Roger Lerina resenha o longa francês Eu, que Te Amei.

No destaque da Parêntese, Luís Augusto Fischer entrevista Helena Terra, autora de um novo folhetim em dez capítulos, que será publicado nas próximas edições da revista.

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Previsão do tempo: O dia começa com sol e nuvens, mas há risco de pancadas de chuva a partir da tarde. Antes disso, chega a fazer 33°C em Porto Alegre.

Afetado pela enchente, Museu do Trabalho segue sem prazo para reabrir

O Museu do Trabalho ainda luta para se reerguer após a enchente de 2024. Quase dois anos após ser duramente atingido pelo desastre climático, o espaço cultural na rua dos Andradas segue sem os recursos necessários para realizar obras emergenciais e reformas que permitam retomar as atividades no local.

Em dezembro de 2024, o museu aprovou projeto via Lei Rouanet no valor de 5,9 milhões de reais, mas não conseguiu captar os recursos dentro do prazo, encerrado em 31 de dezembro de 2025 e sem possibilidades de prorrogação. Na ausência do auxílio externo, a instituição não teve condições de iniciar reestruturações. Os primeiros contratempos com as leis de incentivo, no entanto, não devem barrar a luta pela sonhada reforma do espaço. Neste ano, a gestão atual planeja novas estratégias de captação, considerada a etapa mais difícil. 

“Estamos aprendendo e nos cercando de pessoas que nos ajudam aos poucos”, diz o coordenador do museu.

Localizados próximos à orla do Guaíba, os galpões que abrigavam sala de exposições, acervo de máquinas, sala de dança e teatro ficaram 20 dias alagados durante a enchente. Tanto a estrutura geral quanto parte do acervo sofreram avarias, com algumas partes sendo interditadas em razão de rachaduras nas paredes. Desde então, a instituição conta com uma rede de apoio para seguir com as atividades e obtém recursos via consórcio de obras de arte, sistema que apresentou a programação de 2026 nesta semana.

Leia a reportagem completa:

Afetado pela enchente, Museu do Trabalho luta por recursos para reabrir
Instituição não conseguiu captar valor aprovado via Lei Rouanet e segue em busca de recursos para retomar atividades no espaço cultural


O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER

TCE libera publicação de edital de PPP das escolas estaduais

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Iradir Pietroski, decidiu pela suspensão de uma medida cautelar que impedia o prosseguimento do processo de parceria público-privada do governo Eduardo Leite para as escolas. Agora, a Secretaria da Educação (Seduc) pode publicar o edital de convocação do projeto, barrado desde dezembro de 2024, que pretende destinar à iniciativa privada a responsabilidade pelas reformas, ampliações, manutenção e outros serviços não-pedagógicos de 99 escolas estaduais gaúchas.

A seleção das instituições que serão contempladas se baseou em critérios do programa RS Seguro, que visa reduzir indicadores criminais no estado. Inicialmente, o conselheiro Estilac Xavier emitiu a medida cautelar por considerar inadequados esses critérios, entre outros problemas. 

Presidente do TCE permite publicação de edital de PPP das escolas estaduais
Convocação estava suspensa por cautelar emitida de dezembro de 2024

Abandonada, Casa Violeta passa de local de esperança para foco de preocupação da vizinhança

Referência no acolhimento a mulheres e crianças no período da enchente, a Casa Violeta, no bairro Rio Branco, está abandonada, como mostra reportagem do Correio do Povo. Desde novembro passado sob administração da prefeitura, o local encontra-se deteriorado, com vidros quebrados, fiação elétrica exposta e com resquícios de uso de entorpecentes. O espaço foi fechado em maio de 2025 e, desde então, houve sete detenções por parte da Guarda Civil Metropolitana, além de ocorrências atendidas pela Brigada Militar. Por ora, as autoridades afirmam que monitoram o local. 

A Casa Violeta funcionou por um ano no mesmo prédio que havia abrigado a Escola Estadual Roque Callage. O abrigo chegou a acolher 135 pessoas simultaneamente. Segundo o governo do estado, os itens que compunham a estrutura foram doados a organizações.


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Plataforma online auxilia na adoção responsável de cães e gatos em Porto Alegre

Mais de 100 cães e 50 gatos que aguardam por um lar na capital agora podem ser adotados por meio do site Me Adota, uma iniciativa lançada pela prefeitura em janeiro. A plataforma reúne em um único local um perfil detalhado sobre cada animal, onde é possível conferir nome, sexo, idade, porte, peso e uma descrição de sua história. A casa temporária dos pets é o Abrigo Municipal, localizado ao lado da Unidade de Saúde Animal Vitória (Usav).

O foco do projeto é “aproximar os animais de novos responsáveis, tornando esse encontro um gesto simples, consciente e transformador para todos”, segundo a secretária do Gabinete da Causa Animal (GCA), Tatiana Guerra. A gestão municipal informa que os pets, em geral resgatados de condições de maus-tratos e abandono, são entregues vacinados, vermifugados, castrados e com microchip – e também possuem direito a atendimento clínico vitalício e gratuito na unidade. Acesse mais detalhes do processo de adoção aqui.

OUTRAS NOTÍCIAS
A conta de água e esgoto cobrada pelo Dmae terá reajuste de 6,21% a partir de 23 de fevereiro. A medida é válida para todas as categorias.
Moradores do bairro Guarujá criaram um movimento para reivindicar a construção de um sistema de proteção às enchentes.
Foi apresentada ontem a plataforma POA Pass, que tem por objetivo estimular o turismo na capital. Por meio do aplicativo, o POA Pass dará descontos à rede conveniada.
A Justiça condenou a CEEE Equatorial e a Vivo a pagarem indenização a um jovem que se feriu após se enroscar em um fio solto enquanto andava de bicicleta. O caso ocorreu no bairro Floresta, em 2025.
Falando na CEEE Equatorial, esta reportagem do Sul21 com base em documentos obtidos em CPI da Assembleia busca explicar os motivos da queda na qualidade dos serviços de energia elétrica no RS.
O deputado federal Bibo Nunes (PL) foi condenado a pagar 100 mil reais pelos crimes de discurso de ódio e intolerância contra alunos de UFPel e UFSM. O pedido partiu do MPF e o conteúdo foi difundido em vídeo nas redes do parlamentar.
O governo do estado divulgou as universidades selecionadas para as 500 bolsas em licenciaturas, fornecidas no programa Professor do Amanhã.
O memorial em homenagem às vítimas da Boate Kiss deve ficar pronto em junho deste ano, 13 anos após a tragédia.
Melancólico, lúgubre, enfadonho, acabrunhante, tristonho, asfixiante e opressivo são os adjetivos que Juremir encontrou para descrever Valor Sentimental, filme que disputa o Oscar 2026 ao lado de O Agente Secreto.

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A medida das coisas humanas

por Luís Augusto Fischer

Helena Terra assina o novo folhetim da Parêntese. Começa no próximo sábado (31) e, como os demais, se desdobra em dez capítulos. Neste caso o leitor vai frequentar um lado obscuro da vida da cidade – um presídio feminino. A autora é conhecida pelos romances 'A condição indestrutível de ter sido' (editora Dublinense, 2013), 'Bonequinha de lixo' (editora Diadorim, 2021) e 'Os dias de sempre' (editora Besouros Abstêmios, 2023). Sempre com personagens mulheres no centro, as histórias da Helena são organizadas segundo um mesmo vetor crítico: contra o patriarcado e a submissão das mulheres, em busca não apenas de entender o que se passou, mas também de desejar fortemente a superação desse jugo. 

Leia a entrevista com a autora →

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CULTURA

Filme desnuda o casal Simone Signoret e Yves Montand

Foto: David Koskas / Autoral Filmes

A vida do casal francês mais amado do seu tempo é contada em Eu, que Te Amei (2025), novo filme da diretora e roteirista Diane Kurys. A atriz Simone Signoret e o cantor e ator Yves Montand são revividos na tela por dois grandes nomes do cinema francês contemporâneo: Marina Foïs e Roschdy Zem. Leia a resenha de Roger Lerina.


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