Olá! A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul criou uma comissão para elaborar um diagnóstico das políticas culturais no estado e ajudar a ampliar a presença gaúcha no Sistema Nacional de Cultura. E mais:
🏗️ Obras contra cheias na Zona Norte não afetarão municípios vizinhos, diz promotoria
🚨 Medidas contra feminicídios avançam a passos lentos no RS
🎞️ Cinemateca Capitólio pede doações de filmes caseiros antigos
🍿 Roger Lerina escrever sobre filme que dá voz e visibilidade às empregadas domésticas
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Assembleia cria comissão para mapear políticas culturais no RS
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul instalou nessa segunda-feira (11) a Comissão Especial "Diagnóstico dos Sistemas de Cultura do Rio Grande do Sul: perspectivas e propostas para o pleno exercício dos direitos culturais". Com duração de quatro meses, o colegiado vai mapear como os municípios gaúchos implementam políticas culturais e acessam recursos públicos. A iniciativa foi proposta e será presidida pela deputada estadual Sofia Cavedon (PT).
"Conquistar uma Comissão Especial é difícil. São apenas duas comissões especiais concomitantes, e a cultura garantir tal espaço nesta Casa é algo extraordinário", afirmou Cavedon, segundo reportagem do Brasil de Fato.
A comissão é resultado da sanção da Lei nº 14.835, de 2024, que criou o marco regulatório do Sistema Nacional de Cultura (SNC), previsto na Constituição Federal. O grupo reunirá gestores públicos, trabalhadores da cultura, conselhos e sociedade civil.
“Agora poderemos entender como os conselhos atuam e como incidem na política. A participação social tempera e dá o tom no acesso a recursos e na política cultural brasileira”, afirmou Márcia Cavalcanti, do Conselho Municipal de Cultura de Porto Alegre. Ao todo, 322 municípios gaúchos estão cadastrados na plataforma do SNC – o que equivale a 64%. A comissão pretende verificar a situação em cada município e consolidar a inserção no sistema nacional.
O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER
Obras de proteção contra cheias na zona norte não prejudicam municípios vizinhos, segundo promotoria de Porto Alegre
A construção emergencial de um dique na Zona Norte da capital gerou preocupação nos moradores de municípios da Região Metropolitana, que temem um aumento dos alagamentos como consequência da obra.
Na última semana, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) solicitou que a Secretaria da Reconstrução Gaúcha envie os estudos que baseiam o projeto e esclareça, em até 20 dias, se o projeto pode afetar cidades como Canoas, Cachoeirinha e Alvorada. A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre garante, no entanto, que o projeto não afetará os municípios vizinhos.
“Os estudos que nós temos hoje dizem que o impacto não seria relevante nos municípios lindeiros”, afirmou o promotor Felipe Teixeira Neto à GZH.
O prefeito Sebastião Melo (MDB) anunciou no final de abril a execução das obras emergenciais para proteger o entorno do Aeroporto Salgado Filho, com conclusão prevista para o segundo semestre. Durante o balanço das ações pós-enchente realizadas pelo governo federal, ocorrido na semana passada, Melo pediu à ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, que autorize e destine recursos para as obras na Zona Norte. Ele também solicitou R$ 350 milhões em recursos para as obras do sistema de proteção contra cheias nos bairros Serraria e Guarujá, na Zona Sul.
No evento, a ministra autorizou o repasse de R$ 5,4 bilhões para obras contra cheias em São Leopoldo; no Arroio Feijó; na Bacia do Gravataí; na Bacia do Rio dos Sinos; e em Eldorado do Sul. O governador Eduardo Leite (PSD) pediu ampliação dos recursos para Eldorado do Sul – o orçamento para a construção do dique duplicou com a ampliação da cota.
No RS, respostas institucionais à alta nos feminicídios chegam a passos lentos
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou 23 projetos relacionados à proteção da mulher entre março e abril – mas os registros de feminicídio não dão trégua: foram 33 em 2026, quatro apenas em maio. Para as deputadas da Procuradoria Especial da Mulher do parlamento gaúcho, é preciso mais que aprovar legislações.
"A gente precisa garantir orçamento, estrutura e funcionamento dessas políticas públicas para que elas cheguem efetivamente às mulheres que precisam dessa proteção”, disse a deputada Bruna Rodrigues (PSB) ao Diário Gaúcho.
“Eu creio que a gente vai ter que fazer novamente um movimento de esforços como foi feito lá em fevereiro, mobilizando a bancada feminina e o Colégio de Líderes para dar vazão a esses projetos”, pontua Eliana Bayer (Republicanos), atual procuradora especial da Mulher na AL. Há ainda outros 38 projetos aguardando apreciação no plenário.
As respostas institucionais chegam a passos lentos. A Polícia Civil prendeu 15 foragidos por violência doméstica na Operação Ruptura, na última semana. A partir de ontem, as forças de segurança começaram a utilizar uma ferramenta de inteligência artificial para identificar sinais de risco e interpretar dados nas ocorrências registradas em todas as delegacias do estado. Na capital, a primeira Delegacia de Pronto Atendimento da Mulher deve ser inaugurada neste mês, após mais de um ano em reforma e de atrasos na previsão da conclusão das obras.

Cinemateca Capitólio busca doações de filmes antigos
Registros audiovisuais antigos armazenados em casa podem ser importantes para a memória da capital. É o que pensa a equipe do Centro de Documentação e Memória da Cinemateca Capitólio, que abriu uma campanha para receber registros guardados pelos porto-alegrenses. A iniciativa começa hoje e vai até 12 de junho. Latas de filmes em formato 8mm, 16mm ou 35mm podem ser entregues diretamente no centro cultural.
A proposta aceita filmes domésticos, registros de festas, eventos culturais, paisagens urbanas ou cenas do cotidiano regional. Ainda que aparentemente simples, os frames podem servir de instrumento de pesquisa, educação e identidade cultural, informa a campanha. A possibilidade de doação vale mesmo para quem não tem conhecimento do conteúdo presente nos seus arquivos. Basta agendar uma avaliação com a Cinemateca durante o período da campanha, que vai decidir se o conteúdo poderá integrar o acervo institucional.
Foto: César Lopes/PMPA
OUTRAS NOTÍCIAS
Mais um capítulo nos debates da Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS), na Câmara: a emenda 58, que previa a proibição de ferros-velhos no 4º Distrito, foi rejeitada ontem.
Entre hoje e amanhã, manutenções do Dmae no sistema de abastecimento podem afetar o fornecimento de água nas zonas sul e leste. Confira os bairros impactados.
A recuperação do aeromóvel da Trensurb foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento — Novo PAC, do governo federal. Não há previsão para o início das obras e o sistema vai seguir desligado em 2027.
Também sem data prevista para o início das obras, o restauro do telhado antigo do Mercado Público custará 17 milhões de reais, e deve ser realizado em até 18 meses. A reforma será custeada pela Petrobras.
Com alta de 1,5% em abril deste ano, o valor da cesta básica chegou a R$ 811,82 em Porto Alegre. Dentre as capitais, São Paulo registrou o maior custo: R$ 906,14.
Os primeiros 45 hospitais que abrirão leitos pediátricos pelo programa Inverno Gaúcho com Saúde foram definidos pelo governo do RS. A ação marca o início da ampliação da rede hospitalar do estado, com foco no enfrentamento dos casos respiratórios.
Em Canoas, o Hospital Universitário vai abrir 300 novos leitos com aportes federais, como parte do projeto de recuperação da instituição, anunciado em fevereiro deste ano.
Aliás, casas de bombas de Canoas estão sem contrato de operação e manutenção há 22 dias. Enquanto a contratação de uma nova empresa não ocorre, os equipamentos estão sendo monitorados pela gestão municipal.
O Museu da Cultura Hip Hop lançou editais do programa Vem Pro Museu 2026. Com um repasse de 230 mil reais, a ação visa dar espaço para artistas e coletivos ocuparem a programação da instituição. Os editais abertos estão disponíveis aqui.
Foi implantada ontem, na Assembleia Legislativa, a Comissão Especial de Fiscalização da Aegea/Corsan, com o propósito de investigar denúncias de aumento de tarifa, falta d’água e a precariedade na prestação de serviços após a privatização da companhia.
O estado contará com sistemas de videomonitoramento que utilizam IA para identificar infrações nas rodovias. A tecnologia também permitirá o reconhecimento de condutas irregulares dentro do veículo.
Em Gravataí, o preço da passagem subiu mais de 1 real, superando o valor em todas as capitais do Brasil. O valor atual, de R$ 8,50, começou a valer no sábado (9).
Apesar da suspensão da licença de operação de uma das usinas de carvão do município, o prefeito de Candiota afirmou que "não há determinação de fechamento" do empreendimento.
CULTURA

"Aqui Não Entra Luz" radiografa a vida das domésticas

Vencedor de dois prêmios no Festival de Brasília do ano passado, inclusive o de melhor direção, Aqui Não Entra Luz (2025) dá voz e visibilidade às empregadas domésticas. Dirigido por Karol Maia, filha de uma trabalhadora doméstica, o documentário recebeu uma Menção Honrosa no recente Festival Internacional de Cinema da Fronteira, em Bagé, e investiga o "quarto de empregada" como herança estrutural da escravidão no Brasil. Leia a resenha.
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