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✉️ Comunidade indígena luta por escola, reabertura do Theatro São Pedro, novo prazo para lojas no Viaduto Otávio Rocha: as notícias desta quarta-feira

Edição #1710

✉️ Comunidade indígena luta por escola, reabertura do Theatro São Pedro, novo prazo para lojas no Viaduto Otávio Rocha: as notícias desta quarta-feira
Foto: Cacique Eloir de Oliveira / Tekoá Nhe'engatu

Olá! A campanha eleitoral começou. Nos próximos meses, debates, entrevistas e propostas de candidatos vão ocupar cada vez mais espaço no noticiário. Na Matinal, acreditamos que tão importante quanto escolher em quem votar é ter condições de acompanhar essa pessoa durante os quatro anos seguintes. Por isso, hoje vamos lançar o Emendômetro Matinal, uma nova ferramenta para você monitorar o destino das emendas parlamentares no Rio Grande do Sul e ajudar nossa redação a identificar o que merece ser investigado.

Logo mais, vamos apresentar o projeto e contar como você pode nos ajudar a manter esse trabalho atualizado e disponível para toda a comunidade até 2030. Fique de olho na sua caixa de entrada!


Mas antes, vamos às notícias de hoje. As chuvas de agosto derrubaram as salas de aula improvisadas onde 125 alunos da Comunidade Mbyá Guarani Tekoá Nhe'engatu, em Viamão, estudavam. Agora, só há aulas em dias de tempo bom, ao ar livre. A Justiça reconheceu que é dever do estado gaúcho fornecer um espaço digno para a educação na aldeia, mas o governo Leite recorreu da decisão. Você também vai ler:

🎭 Fechado desde março de 2025, Theatro São Pedro anuncia reabertura para novembro

🏪 Prefeitura prorroga prazo para consórcio abrir lojas no Viaduto Otávio Rocha

🎓 Multipalco Eva Sopher abre as portas para estudantes em visitas guiadas

🎬 “Anistia 79” revisita resistência à ditadura militar em resenha de Roger Lerina

🗳️ Juremir Machado da Silva escreve sobre uma falsa terceira via

( ) Na Parêntese, um ensaio visual de Renan Santos, que em 2025 fez um desenho por dia.

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Previsão do tempo: As temperaturas começam a subir hoje, com os termômetros marcando entre 11ºC e 23ºC na capital. Amanhã, uma nova frente fria deve trazer chuva para a maior parte do estado.

Justiça determina construção de escola para comunidade Guarani, mas governo Leite recorre

Há dois anos, a escola da Comunidade Mbyá Guarani Nhe’engatu, em Viamão, funciona em uma estrutura improvisada com duas tendas de lona doadas e ferros. Em dias de chuva ou vento, as aulas eram canceladas. As tempestades de agosto derrubaram a sala de aula, estragando os ferros, cadeiras, classes e quadro branco. 

Agora, os estudantes têm aulas esporádicas ao ar livre, somente em dias de tempo bom. A Justiça já reconheceu o dever do estado de fornecer um espaço digno para a educação na aldeia, mas o governo Leite recorreu da decisão.

“Era para ser temporário, mas com esse estado, acabou sendo permanente”, desabafa o cacique Eloir de Oliveira, professor de Língua Guarani e Valores da Cultura e responsável pela escola. 

A falta de escola é tema de ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF). Em abril, a Justiça Federal determinou que o governo instalasse uma escola provisória e apresentasse projeto para uma unidade permanente, em até 90 dias. O prazo foi descumprido e o governo recorreu.

O argumento do governo é que não pode construir a escola porque a área tem problemas fundiários e está destinada às atividades de pesquisa da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Em reunião com Oliveira na quinta (20), a 28ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) afirmou à comunidade que a Seduc busca um imóvel próximo para locar e instalar a escola. 

Para o cacique, a solução não atende às necessidades da aldeia. “Eles já usaram esse argumento na reintegração de posse também. É uma justificativa vaga, mentirosa. Eles não usam produtos químicos para combate às pragas”, defendeu Oliveira.“A gente não aceita tirar as crianças da aldeia para dar aula fora. Por mais que seja um espaço locado específico para os alunos, a gente não aceita porque envolve transporte também, e o gasto seria bem maior para o estado.”
Nova decisão judicial – Na sexta-feira (21), o juiz federal Bruno Brum Ribas atendeu a um pedido do MPF e reforçou a determinação para que o governo instale a escola provisória em até 10 dias e apresente o projeto para uma estrutura definitiva com salas de aula suficientes, cozinha, refeitório, biblioteca, sala de informática, secretaria e quadra poliesportiva.

O Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4) rejeitou as alegações do governo e afirmou que questões burocráticas não podem se sobrepor ao direito fundamental à educação. O prazo para cumprir as medidas termina em 18 de setembro, e o governo estadual pode recorrer. 

A Seduc não respondeu à Matinal se o governo já apresentou o projeto, como determinado pela decisão, ou alguma medida paliativa. A pasta afirmou que os órgãos estaduais responsáveis irão cumprir as determinações judiciais.

Leia a reportagem completa:

A luta dos Guarani Mbya por uma escola: Justiça reconhece direito, mas governo Leite recorre
Há dois anos, 125 alunos estudam em salas de aula improvisadas com lonas na Tekoá Nhe’engatu, em Viamão


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O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER

Fechado desde março de 2025, Theatro São Pedro anuncia reabertura para 26 de novembro

Lustre do teatro, que segue em obras. Foto: Ricardo Romanoff

Em obras desde março de 2025, o Theatro São Pedro teve sua data de reabertura anunciada: 26 de novembro de 2026, com um concerto das cantoras Anaadi e Isa Souza, acompanhadas pela Orquestra Jovem Theatro São Pedro. A programação da retomada inclui show de Adriana Calcanhotto e o musical Piaf, Eu Não Me Arrependo.

O anúncio foi feito pelo governador Eduardo Leite, na manhã de ontem (25), durante visita de autoridades ao teatro, que segue em obras. “O prédio, sem ter acessibilidade e tendo vários elementos que ameaçavam, eventualmente, em caso de incêndio, a integridade desse patrimônio, não podia ficar nesse nível de exposição. Além de ser uma oportunidade de restaurar a beleza do prédio para o que ele tem de relevância na nossa cultura”, afirmou o governador.

O Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI) já foi aprovado pelo Corpo de Bombeiros, segundo o governo estadual. Em relação à acessibilidade, uma das novas estruturas é um elevador, que deve ser concluído até outubro. As reformas incluem rampa de acesso lateral, poltronas para pessoas com obesidade, banheiros adaptados e sinalização tátil.

Leia a reportagem completa:

Fechado desde março de 2025, Theatro São Pedro anuncia reabertura para 26 de novembro
Programação terá Anaadi e Isa Souza com Orquestra Jovem do TSP, Adriana Calcanhotto e o musical “Piaf, Eu Não Me Arrependo”, entre outras atrações

Prazo para consórcio abrir lojas no Viaduto Otávio Rocha é prorrogado pelo município

O consórcio Confia no Centro – formado por empresários ligados ao Café Mal Assombrado e ao bar Justo – obteve mais 30 dias de prazo para colocar em operação ao menos 85% das lojas previstas para o Viaduto Otávio Rocha.

Dos 29 espaços disponíveis, 14 já foram alugados. Destes, quatro ainda não tinham acesso à luz elétrica até ontem, problema que, segundo a CEEE Equatorial, seria resolvido ainda na terça-feira. Conforme a prefeitura, a situação “não interfere na abertura das operações programadas para esta semana” e o prazo foi alterado em razão de “etapas burocráticas”. Ao Correio do Povo, Adelino Bihalva, um dos sócios do Confia no Centro, considera que a ausência de luz elétrica em alguns dos espaços impactou no andamento da abertura. “Com certeza esta situação atrapalha. Muita gente queria ter inaugurado há algum tempo e não conseguiu”, disse.

O consórcio espera ter 19 empreendimentos confirmados até a próxima semana e alcançar a meta de 85% em setembro. A abertura oficial do viaduto está prevista para 27 de setembro. A partir desta data, as lojas devem abrir das 10h às 22h.

Multipalco Eva Sopher recebe estudantes para visitas guiadas

Estudantes e educadores de instituições de ensino público e privado, de qualquer série, podem participar de uma visita guiada pelas instalações do Multipalco Eva Sopher. Com duração de uma hora, os encontros são guiados pela museóloga e historiadora Fabiana Santos e contam com performances da atriz Valquíria Cardoso.

Passando pelas salas de ensaio, camarins, pelo Teatro Oficina Olga Reverbel e Simões Lopes Neto, a visita permite que os estudantes conheçam a história, arquitetura e curiosidades do complexo cultural. A atividade ocorre nos dias 27 de agosto, 24 de setembro, 29 de outubro e 26 de novembro, sempre em dois horários: às 10h e às 15h. Para participar, representantes das escolas devem fazer o agendamento prévio pelo e-mail visitas@ftsp.rs.gov.br ou pelo formulário

Foto: Laura Testa


OUTRAS NOTÍCIAS
Um homem em situação de rua foi assassinado a tiros na manhã de ontem, embaixo do Viaduto Imperatriz Leopoldina, entre a rua Sarmento Leite e a avenida João Pessoa. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. 
As obras anticheias entre os bairros Anchieta e Sarandi estão 80% concluídas, segundo a prefeitura. A GZH informou que a estrutura deve ser finalizada até segunda. As comportas devem passar por testes ainda nesta semana.
O anteprojeto para a estrutura de proteção contra enchentes no bairro Guarujá, na zona Sul da capital, deve ficar pronto entre setembro e outubro, conforme o vice-presidente do Dmae, Vicente Perrone, afirmou em reunião na Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) da Câmara de Vereadores.
As inscrições para atividades esportivas gratuitas no Centro de Comunidade Vila Elizabeth, no bairro Sarandi, ficam abertas até amanhã. É possível se cadastrar presencialmente no espaço ou por meio de formulário.
O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) enviou ofício à Secretaria de Administração e Patrimônio (SMAP) solicitando providências quanto à falta de pagamento de horas extras dos servidores das escolas municipais.
O pouso de um helicóptero na avenida Osvaldo Aranha, próximo ao Hospital Pronto Socorro, pode ser incluído em exercício de acidente simulado do Aeroporto Salgado Filho, que será realizado hoje à tarde. 
O veto ao projeto que acaba com a taxa de licenciamento de veículos no RS foi derrubado por unanimidade na Assembleia. O texto que prevê o fim da cobrança de R$ 114,09 para a emissão do certificado havia sido barrado pelo governo em julho, sob a justificativa de impacto no orçamento do estado. 
A partir de setembro, será exigido exame toxicológico para tirar a primeira habilitação no RS. A etapa está prevista no Código de Trânsito Brasileiro.
A Secretaria da Mulher publicou edital para selecionar uma organização da sociedade civil para executar os serviços telefônicos Escuta Lilás e Linha Calma: o primeiro é destinado ao acolhimento de mulheres em situação de violência doméstica, familiar ou de gênero; o último é para homens envolvidos em situações de violência, com objetivo de prevenir a reincidência. 
Ontem, 5,8 mil professores aprovados em concurso de 2025 do governo do RS foram nomeados para atuar nos anos finais dos ensinos fundamental e médio. Os profissionais devem ingressar nos cargos a partir de outubro, segundo a Secretaria da Educação do estado.
O salário mínimo deve aumentar para R$ 1.741 em 2027, segundo a previsão do Ministro da Fazenda, Dario Durigan. A estimativa será incluída no projeto orçamentário para o ano que vem.
A Agência Nacional de Proteção de Dados multou a controladora do TikTok, a ByteDance, em R$ 153,7 milhões por irregularidades na coleta e tratamento de dados de crianças e adolescentes.

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O trampolim de Renan é olímpico

por Renan Santos com texto de Vitor Necchi

Em 2025, inspirado por uma ideia do artista Celo Pax, Renan desenvolveu o projeto 365 desenhos, que consistia em produzir um trabalho por dia. A ideia não era de todo inédita para ele. No começo dos dias, além de tomar muito café, rabisca cadernos. Atualmente se encontra no volume 51, e não há freio no que executa.

Leia o texto completo →

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CULTURA

“Anistia 79” revisita a resistência à ditadura militar

Foto: Embaúba Filmes

Premiado na Mostra de Cinema de Tiradentes, o documentário Anistia 79 (2026), dirigido por Anita Leandro, reúne pessoas que aparecem em registros filmados de um encontro de exilados no exterior em fins dos anos 1970 para revisitar, décadas depois, aquele momento decisivo da luta contra a ditadura militar no Brasil. Leia a resenha de Roger Lerina.


Muito obrigado pela sua leitura! Quem apoia a Matinal segue conosco com uma curadoria de agenda cultural para o final de semana. Quer ler agora? Então apoie e leia hoje mesmo! Até a próxima edição!