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Conhecer o Brasil

Parêntese #311

Conhecer o Brasil
Imagem: Arquivo de Marlise Fernandes

Olá!

Recurso em regime de escassez, uma verdade sustenta a edição de hoje: viver sobre um território não equivale a compreender suas veredas. Como contraponto, apresentamos materiais que dialogam com a tentativa de reconhecer lugares e figuras intrínsecas aos limites que dão cor e som ao nosso jeito de ser, dentre mazelas e aspirações. 

A começar pelo paralelo 20, Raphaela Flores visita uma Ouro Preto preta e, após uma Congada, descobre que precisa estar mais atenta às manifestações culturais negras. Luís Augusto Fischer conversa com Carlos Caramez, um dos produtores do longa Cavalo de Santo – o documentário, gravado em Porto Alegre reverenciando o culto aos orixás, agora serve de referência para a Portela, que vai homenagear as práticas religiosas afro-gaúchas no enredo do Carnaval 2026. 

Jandiro Koch não se afasta, e traz novo ensaio sobre Djalma do Alegrete, personagem que já foi chamado pelo autor de “o mensageiro artístico dos orixás”.

Também fronteira adentro, Juremir Machado da Silva celebra os anos de amizade com Luís Gomes, editor da Sulina. Carlos Gerbase aparece para se desmentir, de forma carinhosa: o primeiro exemplar de sua estante a receber um autógrafo é, na verdade, uma seleção de crônicas escritas entre 1970 e 1971 por Ruy Carlos Ostermann. O cineasta aproveita o achado para lembrar como o jornalista falecido em 2025 usava o futebol como um bom motivo para falar do restante do mundo. 

Em texto que integra a seção Memória, Nubia Silveira abre espaço para Marlise Fernandes contar como foi da roça ao Planalto. A militante conta em detalhes sua trajetória, passando pelo Movimento das Margaridas, um grupo de mulheres do campo que, na década de 1980, buscou o reconhecimento de direitos fundamentais.  Fernandes também foi uma das organizadoras do Primeiro Encontro Estadual das Mulheres Trabalhadoras Rurais, realizado no Beira-Rio, em 1985. 

Após o fim do folhetim de Cristiano Fretta (confira aqui os dez capítulos), Helena Terra assume a posição de escrever histórias com viés porto-alegrense, e leva o leitor a entender A medida das coisas humanas. Para saber mais sobre a publicação, acesse a entrevista de Luís Augusto Fischer com a autora. 

Quem fecha a edição é Arnoldo Doberstein, de olho no que acontecia na capital gaúcha em fevereiro de 1902. 

Bom final de semana, e boas leituras!