Os ingressos gratuitos estão disponíveis no Sympla
Neste final de semana inicia o Festival Teatro de Bonecos do recém inaugurado Teatro Bancários RS (Rua Fernando Machado, 820 – no Centro Histórico de Porto Alegre, próximo ao Viaduto da Borges). Com uma programação especial voltada para diferentes públicos e muita imaginação, poesia e encantamento, as apresentações terão entrada franca, com ingressos disponíveis no Sympla.
Serão apresentados dezesseis espetáculos culturais de grupos gaúchos dedicados ao teatro de bonecos e formas animadas , e premiadas duas trajetórias entre os bonequeiros gaúchos, prêmios que homenageiam as irmãs Graziela de Castro Saraiva e Tânia de Castro Saraiva, duas grandes bonequeiras que partiram em 2019, pioneiras na valorização do teatro de bonecos no RS.
As primeiras apresentações acontecem nos dias 10, 11 e 12 de outubro, com A Menina Onça, às 15h e Maria Peçonha, às 19h no sábado (10); Bonecos de Pau, às 15h e Contos da Floresta: A Aposta do Gaúcho, às 19h no domingo (11) e Trapos e Farrapos: Negrinho, às 16h na segunda-feira (12). E seguem nas etapas subsequentes de 17 a 18 de outubro e de 10 a 13 de dezembro.
Realizado pelo Instituto Hominus, instituição de apoio do teatro, em parceria com Fetrafi-RS (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do RS) e SindBancários (Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e região), o Festival é financiado por meio de Emenda Parlamentar Federal, formalizada através do Termo de Fomento do Ministério da Cultura – MinC nº 997214/2026, Proposta/Transferegov.br nº 008098/2026.
O Festival visa promover as culturas tradicionais e populares, que têm o teatro de bonecos e formas animadas como uma de suas expressões, e uma forte tradição no Sul do país; é também objetivo do festival aquecer o desenvolvimento econômico do setor cultural e das companhias de teatro de animação , assim como estimular a formação de público e contribuir para a ampliação do acesso a este saber e linguagem artística.
Para a premiação de trajetórias, a comissão curadora - formada pela atriz e produtora Adriane Azevedo, pela gestora cultural Denise Viana Pereira e pela doutora em Educação Rossana Della Costa - selecionou quatro trajetórias como finalistas para que a decisão final passe pelo voto popular dos espectadores do Festival de Teatro de Bonecos Teatro Bancários RS: Reneidi Mezeck de Sena, Ubiratan Carlos Gomes, Mário de Ballentti e Paulo Martins Fontes.
A programação está disponível no site do Instituto Hominus www.institutohominus.org e nas redes do Teatro Bancários RS, SindBancários, Fetrafi-RS e Voz Cultural.
Confira a programação deste final de semana
Dia 10/10 (sábado)
15h — A Menina Onça, da Grupo Mosaico Cultural
19h — Maria Peçonha, da Cia Gente Falante - Teatro de Bonecos
Dia 11/10 (domingo)
15h — Bonecos de Pau, do Grupo de Teatro de Bonecos A Divina Comédia
19h — Contos da Floresta: A aposta do gaúcho, da Fantomania Teatro de Bonecos
Dia 12/10 (segunda-feira)
16h — Trapos e Farrapos: Negrinho, da Trupi di Trapu
INGRESSOS GRATUITOS
Retirada pelo Sympla
Importante: os ingressos deverão ser validados até 30 minutos antes do início do espetáculo para a organização da entrada e acomodação do público.
Teatro Bancários RS
Rua Fernando Machado, 820 — Centro Histórico — Porto Alegre
Sinopse espetáculos
A Menina Onça
Dia 10 de outubro | 15h
Inspirado no relato verídico de uma menina que perde a família ainda muito jovem e é lançada ao mundo do trabalho, A Menina Onça transforma uma história de dor em uma jornada de imaginação, resistência e liberdade. Por meio de teatro de bonecos, música, capoeira e cultura popular latino-americana, a menina encontra na figura da onça uma guia espiritual para descobrir sua força, sua identidade e o direito de escolher o próprio caminho.
Uma coprodução do Grupo Mosaico Cultural com a companhia espanhola Titiriteros de Binéfar, referência internacional no teatro de bonecos, com mais de quatro décadas de trajetória e apresentações em diversos países.
Com bonecos de papelão, simplicidade e muita imaginação, o espetáculo convida crianças e adultos a olhar para seus próprios medos, celebrar suas conquistas e descobrir que também podemos reinventar nossas histórias.
Maria Peçonha
Dia 10 de outubro | 19h
A Cia Gente Falante – Teatro de Bonecos apresenta Maria Peçonha, um espetáculo que encanta diferentes gerações e convida o público a refletir sobre a relação com a natureza, as diferenças e a força transformadora da arte.
Maria é uma artista popular que, entre agulhas, retalhos e linhas, costurou bonecas de pano e a própria vida. Na pequena Alegrete, no Sul do Brasil, ela ficou conhecida por uma façanha inexplicável: por onde passava, nasciam flores. Assim, tornou-se Maria Flor. Até que um dia transformou-se em Maria Peçonha...
Com diferentes técnicas de teatro de animação, bonecos, sombras, objetos e projeções digitais, o espetáculo cria um universo visual poético, inspirado nas tradições culturais gaúchas e em questões ambientais e sociais contemporâneas. Com direção artística de Paulo Martins Fontes, a peça conta com o ator-manipulador Eduardo Custódio e a atriz narradora Maria Carolina Aquino.
Bonecos de Pau
Dia 11 de outubro | 15h
Bonecos de Pau é um espetáculo de teatro de bonecos e formas animadas do Grupo Teatro de Bonecos A Divina Comédia, construído a partir de uma dramaturgia visual e composto por nove esquetes curtas, que apresentam situações do cotidiano, do imaginário popular e do universo lúdico. Sem diálogos falados, a narrativa é conduzida pela ação dos bonecos, pelo movimento, pela música e pelos efeitos cênicos, permitindo uma comunicação ampla com diferentes públicos e culturas.
Inspirado nas tradições do teatro de bonecos popular do Brasil, Itália e Inglaterra, reúne esquetes como O Vendedor de Balões, Festejo Popular e Fogo no Lixo. Com roteiro, autoria, construção dos bonecos e palco, manipulação e artista bonequeiro Marcelo Tcheli, traz cenas de comédia, aventura, romance, tragicomédia e questões ecológicas ganham vida com 14 bonecos de madeira, dotados de mecanismos e expressões inspiradas nos Mamulengos brasileiros. A técnica utilizada é a dos Bonecos de Vara da Sicília, do século IX. Um espetáculo acessível a pessoas com deficiência auditiva e público estrangeiro, por utilizar linguagem não verbal e partitura visual.
Contos da Floresta
Dia 11 de outubro | 19h
Num pequeno bosque coisas estranhas estão acontecendo, envolvendo um gaúcho atrapalhado e assombrações engraçadas. Envolvente, descontraído e muito animado, Contos da Floresta: a aposta do gaúcho é um espetáculo de teatro de bonecos que reúne várias técnicas de manipulação, proporcionando momentos agradáveis e divertidos.
A montagem aborda um causo do gaúcho Gaudêncio, que ao fazer uma aposta com os amigos, terá que ficar na floresta que dizem ser mal assombrada. Mas o gaúcho muito medroso acha que esse negócio de assombração não existe. Eis que as assombrações começam a aparecer de todos os lados. A história traz personagens do folclore, como Boi Tatá, Mula sem cabeça, lobisomem, etc. Voltada para todas as idades, tem cerca de 50 minutos de duração.
Uma montagem do Grupo Fantomania Teatro de Bonecos, fundado em 1989. Desde então, o grupo vem aprimorando, elaborando e aperfeiçoando suas técnicas, com muitas pesquisas e laboratórios na arte da confecção e manipulação de bonecos.
Trapos e Farrapos: Negrinho
Dia 10 de outubro | 15h
A montagem da Trupi di Trapu apresenta um espetáculo para todos os públicos. Mescla de narração, bonecos, máscaras e teatro de sombras, a obra tem duração aproximada de 50 minutos, podendo ainda ter música sendo executada ao vivo. Negrinho é uma oportunidade de despertar o senso crítico e também estimular e despertar o interesse pelo conto tradicional, cuja versão mais conhecida é a compilada por Simões Lopes Neto.
Em cena, os viajantes dos Pampas, que de cidade em cidade, de povoado em povoado, contam e recontam as histórias do nosso sul do país, nos trazem a história do Negrinho do Pastoreio, conto clássico da oralidade e da literatura gaúcha. A história é renovada com olhar sobre as tradições afro - gaúchas.
A estrutura da obra fomenta o processo de contação de histórias, em que contador e personagem se mesclam no mesmo tempo e lugar. Como formas animadas o espetáculo trás o personagem principal em boneco de manipulação direta, fantoche de luva francesa, máscara e sombras. Optando por utilizar as sombras como recurso narrativo poético, ambientando cenas como a corrida de cavalos, a estância e a religiosidade. Os figurinos homenageiam a cultura afro - indígena - gaúcha, com mescla de elementos como botas, xiripás e búzios, com destaque para tons de dourado e amarelo, que ressaltam a ancestralidade e a fé em Oxum, aqui a guia e protetora do menino.