Pular para o conteúdo

Virada Sustentável Porto Alegre celebra 10 anos com atrações culturais e atividades socioambientais

O texto que você lê abaixo é um conteúdo publicitário produzido pela Virada Sustentável.

Virada Sustentável Porto Alegre celebra 10 anos com atrações culturais e atividades socioambientais
A abertura será com um espetáculo inédito sobre o Pampa gaúcho, conduzido pelo maestro Edu Martins, com participação de Ernesto Fagundes e Vitor Ramil. Foto: Vinícius Angeli.

Um espetáculo musical, um novo mural graffiti, uma escultura inflável e o plantio de microfloresta marcam o evento que ocorre entre os dias 18 e 22 de março com financiamento da Lei Rouanet, através do Festival Multiartes

A Virada Sustentável chega a sua 10ª edição em Porto Alegre com uma série de atividades entre os dias 18 a 22 de março. Maior festival sobre sustentabilidade da América Latina, que acontece em diversas cidades brasileiras, a Virada tem como proposta sensibilizar a sociedade para as grandes questões socioambientais, a partir de uma abordagem propositiva e da discussão de soluções possíveis para as comunidades. A programação prevê a realização de um espetáculo musical, a entrega de um novo mural graffiti, a implantação de uma escultura inflável, o plantio de microfloresta, uma exposição fotográfica e a realização de um seminário. Todas as atividades são gratuitas.

“Chegamos a nossa 10ª edição com a marca de um dos eventos mais populares e marcantes da cidade. A cada ano a Virada Sustentável deixa um legado. Em 2026 vamos implantar o quarto mural graffiti que virá para enriquecer a paisagem urbana e a terceira microfloresta, com cerca de 300 mudas plantadas a cada edição,” afirma Vítor Ortiz, um dos coordenadores do projeto.

A abertura será com um espetáculo inédito sobre o Pampa gaúcho, conduzido pelo maestro Edu Martins, com participação de Ernesto Fagundes e Vitor Ramil. O concerto parte de uma premissa conceitual direta: o pampa não é apenas paisagem, é linguagem. Uma linguagem que estrutura a memória coletiva do sul e que está sendo esquecida à mesma velocidade com que o bioma desaparece. O repertório atravessa 10 músicas em 60 minutos contínuos. A apresentação será no dia 18 de março, às 20h, no Teatro Simões Lopes Neto, com entrada franca. 

Neste mesmo dia deve ser instalada na orla do Guaíba, próximo ao anfiteatro Pôr-do-Sol, uma escultura inflável tridimensional de uma capivara com seu filhote. Com 10 metros de comprimento, a obra propõe um encontro inesperado entre o cotidiano urbano e a vida selvagem, provocando encantamento, curiosidade e reflexão.

A Virada irá homenagear a biodiversidade gaúcha em duas paredes do Prédio 1 do Foro de Porto Alegre. O mural Fauna e Flora, assinado pelo artista Tio Trampo, destaca o sabiá-laranjeira e o periquito-verde em harmonia com a flor helicônia, além do butiazeiro e do brinco-de-princesa, que é a flor símbolo do Rio Grande do Sul. Em frente a ele, ficará plantada a terceira microfloresta urbana de Porto Alegre, implantada com a utilização do método Miyawaki. 

A galeria a céu aberto do cais da Usina do Gasômetro receberá a exposição O Brasil de Araquém Alcântara, um dos mais importantes fotógrafos e precursor da fotografia de natureza do Brasil. Serão 18 imagens que mostram a exuberância e a fragilidade dos ecossistemas brasileiros. A abertura ocorrerá no sábado (dia 21), às 10h. 

O projeto terá ainda a realização de um seminário para professores de escolas públicas e privadas do Ensino Básico para proporcionar reflexões e fomentar práticas sobre educação climática. 

A Virada Sustentável Porto Alegre é realizada por meio do Festival Multiartes, com financiamento da Lei Rouanet - Ministério da Cultura - Governo Federal - do lado do povo brasileiro. 

Os patrocinadores são Sulgás, CEEE Equatorial, Nutrire, Zaffari e Banco Topázio. Parceria cultural Museu de Arte Contemporânea do RS. Parceria socioambiental Tribunal de Justiça do RS. Parceria Prefeitura de Porto Alegre.

Sobre a Virada Sustentável

A Virada Sustentável é um movimento de mobilização para a sustentabilidade que organiza o maior festival sobre o tema na América Latina. Ocorre em diferentes cidades do país e, em 2019, foi reconhecida pela ONU como um dos três eventos mais importantes na promoção dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Em Porto Alegre, chega a sua décima edição com o objetivo de contribuir para a construção de um mundo melhor e mobilizar pessoas para uma guinada sustentável, a partir de uma abordagem positiva, propositiva, que não apenas aponte problemas, mas também caminhos e soluções possíveis para a sociedade.

Confira a programação completa:

Edu Martins Ensemble, Ernesto Fagundes e Vitor Ramil homenageiam o Pampa gaúcho

Dia 18 de março, às 20h, no Teatro Simões Lopes Neto

O maestro Edu Martins Ensemble apresenta espetáculo inédito sobre o Pampa gaúcho com participação de Ernesto Fagundes e Vitor Ramil O concerto parte de uma premissa conceitual direta: o pampa não é apenas paisagem, é linguagem. Uma linguagem que estrutura a memória coletiva do sul e que está sendo esquecida à mesma velocidade com que o bioma desaparece. Entre 1985 e 2022, aproximadamente 30% da extensão original do Pampa gaúcho foi convertida em agropecuária intensiva ou urbanização. O espetáculo é uma tentativa de ouvir essa linguagem antes que ela se cale definitivamente, trazendo um toque de modernidade ao discurso através dos arranjos de Edu Martins.

O repertório atravessa 10 músicas em 60 minutos contínuos, e é acompanhado por projeções de Jana Castoldi inspiradas no Mural Fauna e Flora. A estrutura dramática é rigorosa: Ernesto Fagundes domina o primeiro movimento com quatro músicas consecutivas — "Origens", "Vento Negro", "Tambor da Minha Terra" e "Ao Sopro da Chacarrera" —, acompanhado por bombo leguero, orquestra de câmara e quarteto rítmico, estabelecendo a voz da terra e do ritmo fronteiriço.

Após um interlude instrumental ("Passarim", executado por trio), Vitor Ramil entra sozinho no segundo movimento com três músicas que materializam sua "estética

do frio": "Deixando o Pago", "Indo ao Pampa" e "Milonga de Sete Cidades". Ao final, em "Semeadura", as duas vozes convergem pela primeira e única vez.

Biodiversidade inflada

A partir de 18 de março, próximo ao Anfiteatro Pôr do Sol, na orla

É uma intervenção urbana de grande escala que utiliza uma escultura inflável tridimensional de uma capivara e seu filhote para representar espécies emblemáticas da fauna local. O animal é considerado símbolo de equilíbrio e coexistência nos ecossistemas brasileiros. Com 10 metros de comprimento, a obra propõe um encontro inesperado entre o cotidiano urbano e a vida selvagem, provocando encantamento, curiosidade e reflexão.

Ao inflar um animal silvestre em tamanho desproporcional no espaço público, a instalação desloca a atenção do público para o protagonismo silencioso desses seres na manutenção do equilíbrio ambiental. Espécies como a capivara, por exemplo, são importantes dispersoras de sementes, fontes de alimento para predadores naturais e indicadoras da saúde dos corpos d’água — revelando a complexa interdependência entre os seres vivos.

Microfloresta urbana

Dia 19 de março, às 10h30, no Prédio do Centro de Atendimento Integrado de Atendimento à Criança - CIACA

A Virada Sustentável, em parceria com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, erguerá a terceira microfloresta de Porto Alegre. Serão plantadas 300 mudas de mais de 30 árvores nativas em um espaço de 100m2 no Centro de Atendimento Integrado de Atendimento à Criança - CIACA (Av. Augusto de Carvalho, 2000 - Praia de Belas, Porto Alegre).

 Essa será a terceira microfloresta urbana feita com o método Miyawaki da Virada Sustentável Porto Alegre, totalizando 900 árvores plantadas. Em 2023, a ideia foi implementada pela primeira vez na Capital, na Escola Estadual Alberto Torres, no bairro Vila Nova. Em 2o24, foram plantadas 300 mudas na entrada do Foro Central - Prédio 1.

Além de ajudar a contornar as altas temperaturas, as chamadas microflorestas melhoram a qualidade do ar, pois absorvem o gás carbônico. Também retêm material particulado nas folhas, minimizam o barulho e contribuem com a drenagem urbana. Elas são criadas utilizando o método japonês Miyawaki, que consiste em plantar espécies nativas em densidade elevada e em diferentes níveis, com o objetivo de criar ecossistemas com alta biodiversidade e rápido crescimento.

Mural Fauna e Flora

Dia 19 de março, às 11h, no Prédio 1 do Foro de Porto Alegre

Em mais um legado cultural para a cidade, a Virada Sustentável irá homenagear a biodiversidade gaúcha em duas paredes do Prédio 1 do Foro de Porto Alegre. O mural Fauna e Flora, assinado pelo artista Tio Trampo, destaca o sabiá-laranjeira, conhecido pelo seu peito alaranjado e canto melodioso, e o periquito-verde, espécie silvestre frequente em áreas urbanas e florestais, em harmonia com a flor helicônia e suas folhas, além do butiazeiro e do brinco-de-princesa, que é a flor símbolo do Rio Grande do Sul, conhecida por suas cores vibrantes.

O trabalho dá início a uma nova etapa nos murais produzidos pela Virada em Porto Alegre. Dentro da série Personagens, o projeto já entregou para a cidade os murais do ambientalista José Lutzenberger, no prédio do IPE (em 2022), e da ginasta Daiane dos Santos, no edifício da Fecomércio (em 2023) e do cantor e compositor Lupicínio Rodrigues, no Foro Central de Porto Alegre, prédio II (em 2024).

O Brasil de Araquém Alcântara

Dia 21 de março, às 18h, na Usina do Gasômetro

Esta exposição contém fragmentos visuais de um Brasil que pulsa para além das fronteiras urbanas, capturado pelo olhar sensível de Araquém Alcântara. Através destas imagens, somos convidados para uma jornada pelos territórios onde água, luz e vida selvagem compõem uma gramática do existir. 

Araquém Alcântara, um dos mais importantes fotógrafos e precursor da fotografia de natureza do Brasil, dedicou  de sua vida a registrar a vida em nossos biomas. Com mais de cinco décadas de trabalho, sua câmera se transforma em instrumento de resistência e memória, documentando simultaneamente a exuberância e a fragilidade dos ecossistemas brasileiros.

A proposta é sensibilizar o público para a preservação da biodiversidade ao revelar sua plena exuberância no território mato-grossense: Amazônia, Cerrado e Pantanal. 

Nestas fotografias, vemos um país-organismo vivo na onça vigilante na mata fechada, no pescador que corta o rio como extensão de si mesmo, nas vitórias-régias que flutuam como planetas aquáticos. O fotógrafo revela um Brasil das fronteiras dissolvidas – onde a água vira céu nos reflexos perfeitos, onde luz esculpe silhuetas, onde o encontro entre preservação e desaparecimento permanece em tenso equilíbrio. 

Seminário da Virada: Da Educação Ambiental à Educação Climática  

Dia 20 de março, das 9h30 às 17h30, no Auditório do Espaço Multi TJ RS

Com objetivo de trazer reflexões e práticas sobre educação climática, o Seminário da Virada irá proporcionar reflexões e fomentar práticas sobre educação climática para professores de escolas públicas e privadas do 8 e 9 ano e do Ensino Médio.

Pela manhã, cases de educação ambiental de três escolas públicas de Porto Alegre serão apresentados e jogos de educação climática criados na última edição do evento pelo TJRS e pela Virada serão apresentados e distribuídos a todos os presentes. 

No almoço, a Cantina BananaMaçã, de Flavia Mu e Marcelo Schambeck, servirá um almoço temático que demonstra como a alimentação escolar contribui para combater a mudança do clima,

À tarde, os participantes escolhem entre quatro oficinas de práticas de educação climática: Mural do Clima, Como Implantar Microflorestas, Educação Indígena e Vozes pelo Clima: literatura que desperta consciência e mobiliza para a ação. 

Para encerrar o dia, os participantes visitam a Microfloresta do TJRS e o novo Mural Fauna e Flora em um passeio guiado. Inscrições gratuitas pelo link https://forms.gle/xbshjj8NRM8fXs6eA com emissão de certificado de participação. 

Júri Simulado do Programa Formando Gerações - Caso Cooperativa na Enchente

Dia 18 de março, às 13h30, no Memorial do TJRS

O Programa Formando Gerações é uma iniciativa educativa do Memorial do Judiciário do Rio Grande do Sul, desenvolvida em parceria com a Corregedoria-Geral da Justiça, que busca aproximar estudantes do funcionamento do Poder Judiciário e promover reflexões sobre cidadania, justiça e direitos humanos. Voltado a alunos dos ensinos Fundamental e Médio, o programa propõe atividades pedagógicas mediadas, estimulando o pensamento crítico e o diálogo qualificado a partir de temas jurídicos e históricos.

Entre as ações, destaca-se a realização de júri simulado, fundamentado em pesquisas históricas desenvolvidas pelo Memorial, além do uso de recursos audiovisuais e materiais educativos especialmente elaborados para esse fim. 

Durante a Virada Sustentável deste ano, jovens da Associação Beneficente Amurt-Amurtel, do 7º, 8º e 9º ano do Ensino Fundamental, vivenciarão um Júri Simulado. Os jovens terão o desafio de simular todos os elementos de um júri (júri, acusação, defesa, testemunhas, réus, etc) e deliberar sobre um caso hipotético criado no ano passado, o Caso da Cooperativa na Enchente. 

Coleta de Resíduos Eletroeletrônicos

18 a 20 de março, das 12h às 19h, no Palácio da Justiça, TJRS e Foro de Porto Alegre - Prédio 2

Muitos componentes eletrônicos presentes em equipamentos que não usamos mais podem ser reutilizados, reciclados ou recuperados, diminuindo a mineração e produção de novas matérias-primas, evitando a poluição e gerando renda para comunidades. Os resíduos eletrônicos serão coletados e a Cooperativa Paulo Freire se encarrega de destiná-los da melhor forma possível. Só em 2025, os coletores do TJRS e do Palácio da Justiça, que estão disponíveis o ano todo, coletaram 681 kg de resíduos.

Durante os dias 18, 19 e 20 de março o Palácio da Justiça, o TJRS e Foro de Porto Alegre Prédio 2 estarão abertos das 12h às 19h para receber resíduos eletroeletrônicos de toda a população. 

Você pode descartar: 

Mais em Conteúdo pago

Ver tudo

Mais de Conteúdo de Marca

Ver tudo