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Adaptação de “Medea” de Gabriel Villela reafirma o poder das palavras perante a barbárie

Montagem destaca potência retórica de Sêneca, e confronta o público com a violência que ronda o cotidiano

Adaptação de “Medea” de Gabriel Villela reafirma o poder das palavras perante a barbárie
Rosana Stavis, em foto de João Caldas

A desmedida dos atos humanos assombra o palco do Teatro Simões Lopes Neto nesta semana, em três apresentações do espetáculo Medea, uma adaptação da obra do filósofo grego Sêneca, assinada pelo diretor Gabriel Villela. Após estrear em São Paulo, a montagem passa por Porto Alegre nos dias 9, 10 e 11 de abril

As tragédias de Sêneca atribuem aos indivíduos um papel central pelas próprias mazelas. Em Medea reside a história da mãe que, ao ser repudiada e sentenciada ao exílio, assassina a família real – a qual antes pertencia – como forma de vingança. O ato inclui tirar a vida dos próprios filhos. 

Na adaptação de Villela, a feiticeira Medea é interpretada por Rosana Stavis, Mariana Muniz e Walderez de Barros. Ainda integram o elenco Jorge Emil, Claudio Fontana, Plínio Soares, Letícia Teixeira e Marcello Boffat. A cenografia é do arquiteto e artista José Carlos Serroni, e tem como inspiração o circo-teatro mambembe e o palácio de Creonte – mencionado também na tragédia Antígonas, de Sófocles