Inspirado em um episódio da crônica policial nacional, tão espetacular quanto improvisado, Assalto à Brasileira (2025) acompanha um jornalista recém-demitido que se torna refém de um roubo a um banco em Londrina, em 1987, e acaba intermediando as negociações com a polícia. Entre comédia, thriller e drama, o filme dirigido por José Eduardo Belmonte retrata um país mergulhado em crise econômica e inflação no final dos anos 1980.
Na trama de Assalto à Brasileira, o repórter Paulo (Murilo Benício) decide se aproximar de Moreno (Christian Malheiros) e Barba (Robson Nunes), líderes do assalto ao Banestado, para negociar com as autoridades. Enquanto os criminosos mantêm centenas de pessoas como reféns dentro da agência bancária do Banestado, o comandante Fonseca (Paulo Miklos) conduz as negociações do lado de fora.
O evento real ficou marcado pelo número de pessoas envolvidas e pela reação inesperada da população da cidade paranaense, que acompanhou a movimentação nas ruas e chegou a demonstrar simpatia pelos assaltantes. O roteiro de L.G. Bayão adapta o acontecimento histórico para uma narrativa cinematográfica que aborda as diferentes perspectivas dos envolvidos no caso: bandidos, reféns, imprensa e polícia.
Com uma filmografia prolífica e eclética, o diretor José Eduardo Belmonte esteve na competição do Festival de Gramado deste ano com Justino – Nos Bastidores do Reino (2026), cinebiografia sobre a trajetória de um pastor neopentecostal na década de 1980, protagonizada por Christian Malheiros – premiado com o Kikito de Melhor Ator.
Assalto à Brasileira: * * *
COTAÇÕES
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