Baltazar explica que sua amizade com Tonho começou em 2020, quando estava no processo criativo do álbum Camaleão. “Eu tinha uma música que se chamava 'Jahmaica', que é um ragga. A gente se conheceu no estúdio da Gueto Anonimato Records para gravar esse som; ele fez o refrão e, a partir daí, criamos uma amizade. Ficamos muito próximos, temos uma admiração mútua e, hoje, sempre que possível, ele me dá espaço e me convida para participar do show dele. Criamos essa amizade e então eu fiz esse som novo. 'Mandei tudo para o espaço' eu tinha feito toda no violão, em uma 'pira' no meu quarto; só veio... gravei. A letra fala sobre um punk que vivenciou muitas coisas, mas, ao mesmo tempo, está de saco cheio de tudo. Mas essa música também é sobre liberdade e tem referências a Replicantes, Sex Pistols, Raul Seixas e muito mais. Eu me inspirei muito no Wander Wildner para fazer esse som. Eu até falo brincando que essa música é o 'hino dos exaustos'. Lembro que mandei a guia para o Tonho, feita só no violão. O Jay-Gueto, meu produtor, fez toda a bateria e a linha de baixo digitalmente. Quando mandei para o Tonho, ele curtiu pra caramba e falou: 'Mas está pedindo uma guitarra, né? Se tu quiser, eu coloco.' Eu disse: 'Vamos simbora!' Ele botou a guitarra e colocou umas vozes de apoio no refrão também.”
Tonho Crocco conta que houve uma empatia imediata, "tipo amor à primeira vista", e destaca a qualidade técnica do colega. “O Baltazar é um cara que gosta de vários gêneros musicais. Eu gosto do fato de ele não ser um rapper monossilábico e monotemático, e ter a mente aberta, o que combina muito com o meu estilo. A partir daí, começamos a desenvolver outros projetos. Ele me mostrou a demo da música 'Mandei Tudo Para o Espaço' e eu prontamente comentei: 'Cara, esse violão aqui está desafinado'. Ele levou ao luthier, regulou o instrumento e eu sugeri que faltava uma guitarra. Ele me convidou para gravar e eu acabei somando também com alguns vocais.”
Tonho diz que foi incrível fazer mais essa parceria: “Digo com certeza que ele é um dos rappers gaúchos que será lembrado pela diversidade, pela qualidade e pelo entendimento que tem de conectar o mundo às suas raízes, seja o rock ou o rap gaúcho. Estou muito feliz, acabei de escutar e já está no repeat. Fico contente de ter participado tanto desse processo com ele.”
Baltazar é o pseudônimo do MC e ex-integrante do extinto duo de rap gaúcho Sopranos MCs, criado em meados de 2014. Durante o período de 2019 a 2023, Baltazar integrou o grupo Bad For Kidz. Em sua trajetória, já concorreu nas categorias “Revelação do Ano” e “Disco do Ano” na maior premiação de rap do Estado.
O artista já dividiu palco com nomes como Djonga, FBC, King Jim (Garotos da Rua), DJ Chernobyl e Flu Santos (DeFalla). Atualmente, conta em seu currículo com cinco álbuns lançados: quatro solo (Gênesis, RAP N ROLL, Camaleão e Raízes) e um com a banda Bad For Kidz, intitulado Test Mode.

Os discos solo de Baltazar contam com colaborações de grandes nomes do cenário, tais como:
Carlinhos Carneiro (Bidê ou Balde)
Tonho Crocco (Ultramen)
Mumu (Vera Loca)
Rafuagi
MC Plebeu
DJ Chernobyl (Comunidade Ninjitsu)
Curuman (Manos do RAP)
King Jim
Njay (Ultramen)
DJ Deeley (Da Guedes)