Desenhos, instalações, vídeos, objetos e fotografias compõem a exposição Espaços para Esconderijos, de Carlos Pasquetti (1948 – 2022). A atuação múltipla do artista ocupa o primeiro andar do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) com trabalhos históricos e inéditos produzidos ao longo de mais de 50 anos de trajetória.
A concepção da mostra é fruto da relação de Pasquetti com os artistas visuais Alexandre Copês e Nelson Azevedo, convidados pelo diretor-curador do MARGS, Francisco Dalcol, para compor a tríade curatorial da exposição. Azevedo e Copês foram assistentes de Pasquetti, vivenciando o ateliê do artista, compartilhando processos criativos e documentando décadas de produção de um dos principais nomes da arte contemporânea do RS.
“São três cabeças diferentes pensando a obra do Pasquetti. O Francisco mais ligado ao caráter histórico, eu e o Alexandre lembrando das nossas conversas com o Pasquetti. Tivemos muita liberdade para criar e refazer um exercício de pensar juntos a exposição, como se o Pasquetti estivesse com a gente”, conta Azevedo, que foi aluno do artista no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e trabalhou com Pasquetti a partir de 2012.