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Novo livro Entre um Gole e Outro faz um tributo a Kadão Chaves

Lançamento com sessão de autógrafos será nessa quinta-feira (19), no Bar do Alexandre

Novo livro Entre um Gole e Outro faz um tributo a Kadão Chaves
Foto arquivo pessoal/divulgação

Entre um Gole e Outro, despretensiosa produção literária da Confraria do Alemão, quem diria, virou trilogia, com o selo da Bá Editora|Araucária. No próximo dia 19 será lançado o terceiro volume, que é um tributo ao repórter fotográfico Ricardo Chaves, o saudoso Kadão, que nos deixou em abril do ano passado e era um assíduo integrante da confraria que se reúne todas as quintas-feiras, faça chuva ou faça sol, no Bar do Alexandre (Saldanha Marinho, 132, esquina Gonçalves Dias, no Menino Deus), local escolhido para o lançamento. Toda a venda dos exemplares será destinada ao Asilo Padre Cacique, uma das instituições que o Kadão costumava ajudar em vida.

O livro traz depoimentos de seus parceiros da confraria, dos familiares, de admiradores do seu trabalho e de colegas que dividiram pautas com ele ao longo dos anos nos vários veículos onde atuou, entre os quais o Jornal do Brasil, as revistas Veja e IstoÉ, Estadão, e chefia da fotografia da Zero Hora. Na publicação - editada e lançada pela Bá Editora | Araucária - não faltam fotos icônicas de colegas como Jeff Botega e Nauro Jr. deste premiado repórter fotográfico e jornalista gaúcho e muitas histórias das grandes coberturas em que participou.

Entre os momentos históricos que ele cobriu: a campanha pelas Diretas, a bomba no Riocentro, as manifestações dos caras-pintadas que exigiam o impeachment de Collor e o retorno dos exilados políticos ao Brasil. O marido de Loraine e pai de Leonel e Letânia deixa memórias bonitas e felizes entre os amigos e família. Como relembra a filha, que desde pequena intuía que ser adulta é mais legal: “Ser adulta é muito mais legal do que ser criança. Sei o quanto meu velho colaborou para que eu tenha hoje o que tanto quis desde pequena: uma vida interessante e divertida, cheia de pessoas que riem alto, falam muito e onde o assunto nunca acaba porque sempre tem alguém com mais uma história para contar. Foi muito bom ter um pai chamado Kadão.”

Vale lembrar que o último trabalho de Kadão foi como editor da coluna Almanaque Gaúcho, em Zero Hora. Seu livro de memórias A força do Tempo venceu o Prêmio Açorianos de Literatura de 2017. O prefácio deste livro-homenagem é assinado por Leo Hoffmann, filho de Assis Hoffmann, incentivador e amigo de Kadão no início de carreira. Léo também viabilizou a impressão da obra, editada pela Bá Editora|Araucária, dos jornalistas e escritores  Mariana Bertoluci e Antônio Luzzatto, que assina o projeto gráfico com a foto de capa assinada pelo colega e amigo de Kadão, Julio Cordeiro. A revisão é de Cássia Zanon e a coordenação editorial dos jornalistas e escritores Mário de Santi, Márcio Pinheiro e Flávio Dutra. A reserva de exemplares pode ser feita através da Bá Editora pelo Instagram @revistaba ou e-mail marianaabertolucci@gmail.com.

Kadão Chaves

Aos 21 anos, Ricardo Chaves foi trabalhar com Assis Hoffmann na agência Focontexto, que vendeu imagens para publicações como a Veja e o Estadão, projetando seu nome nacionalmente. Depois de passar pela sucursal do Jornal do Brasil em Porto Alegre, foi freelancer na sucursal da Abril, ao lado de Leonid Streliaev e J. B. Scalco, realizando coberturas fotográficas para Placar e 4Rodas. Em 1977, ganhou o Prêmio Abril com direito a uma viagem internacional. Antes de iniciar o giro por Roma, Paris e Londres, em sua primeira viagem internacional, foi à Polônia acompanhar a visita do papa Karol Wojtyla, ou João Paulo II. Em 1981, assumiu na editoria de fotografia da sucursal da Veja no Rio de Janeiro. Após três anos, aceitou proposta da revista IstoÉ, em São Paulo, onde ficou por quatro anos. Em 1988, entrou para a Agência Estado, em Brasília, onde participou de coberturas internacionais como viagens de presidentes da República. Cobriu Copas, na Espanha e México, Jogos Olímpicos em Sidney, esteve na Antártida, na Sibéria e na Amazônia. Em 1991, voltou a São Paulo, a convite do jornalista Augusto Nunes, para estruturar o laboratório e fotografia do jornal O Estado de S. Paulo. Após um ano e meio, Nunes tornou-se diretor da Zero Hora. Foi quando Kadão assumiu a editoria de fotografia do jornal gaúcho, onde comandou uma equipe de 19 fotógrafos, realizando-se profissionalmente ao completar mais de 35 anos de carreira e se aposentar como editor do Almanaque Gaúcho, na mesma ZH.

Lançamento com sessão de autógrafos do Entre um Gole e Outro 3 – Tributo ao Kadão

QUANDO: Dia 19 de março, a partir das 18h até o último gole

ONDE: Bar do Alexandre (Saldanha Marinho, 132, esquina Gonçalves Dias, no Menino Deus)

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