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Quando a arte é espelho: Panmela Castro e Brunna Alexsandra celebram protagonismo de mulheres negras

Artistas visuais refletem sobre corpos, encontros e representatividade em exposições na Fundação Iberê e no Centro Cultural da UFRGS

Quando a arte é espelho: Panmela Castro e Brunna Alexsandra celebram protagonismo de mulheres negras
Panmela Castro. Foto: José Kalil

“A arte é o contrário de solidão”, escreve Panmela Castro em um espelho exibido no terceiro andar da Fundação Iberê. Em diálogo com as reflexões da artista carioca, a porto-alegrense Brunna Alexsandra realiza sua primeira mostra individual no Centro Cultural da UFRGS, celebrando a arte como um ato de sobrevivência. Temas relacionados à representatividade e às experiências de mulheres negras ganham evidência nas duas exposições.

Foto: Anderson Astor

Em A Crônica da Não-Solidão, além de pinturas, esculturas e vídeos, Panmela exibe quatro gravuras produzidas durante uma residência no Ateliê de Gravura da Fundação Iberê, liderado pelo artista Eduardo Haesbaert. As obras retratam mulheres que marcaram a vida cultural e política de Porto Alegre: a coreógrafa Iara Deodoro (1955-2024), a pintora Maria Lídia Magliani (1946-2012), a vereadora Nega Diaba (1938-2001) e a multiartista Nega Lu (1950-2005).

Foto: Anderson Astor