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"Ruas da Glória" mergulha com paixão louca na noite carioca

Filme de Felipe Sholl mostra personagens e cenários na cena queer do Rio

"Ruas da Glória" mergulha com paixão louca na noite carioca
Íra Barillo/Divulgação

Ambientado no bairro da Glória e no centro do Rio de Janeiro, Ruas da Glória (2024) acompanha um jovem professor de literatura que acaba de se mudar para a cidade e vive uma paixão arrebatadora com um garoto de programa uruguaio.

Escrito e dirigido por Felipe Sholl, Ruas da Glória segue os passos erráticos de Gabriel (Caio Macedo), que abandona Recife depois da morte da avó que adorava para se reinventar na capital fluminense. Sozinho na nova cidade, o professor encontra Adriano (Alejandro Claveaux), um michê com quem engata um relacionamento que beira a obsessão.

Quando o namorado uruguaio desaparece, o medo da solidão afunda o jovem no desespero. É em sua “família escolhida”, a nova rede de apoio que construiu nas loucas noites cariocas, que Gabriel encontra um espaço seguro de acolhimento.

Íra Barillo/Divulgação

Ruas da Glória é um filme muito pessoal pra mim e espero que as pessoas se identifiquem também. É um filme cheio de amor, que fala sobre emoções intensas, luto, e busca de conexão”, afirma o realizador Felipe Sholl, conhecido roteirista que estreou na direção de longas com o drama Fala Comigo (2016).

O elenco inclui a atriz e cantora Diva Menner, primeira mulher transgênero a participar do reality The Voice Brasil ⎯ e que levou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante pelo papel no Festival do Rio de 2025. O destaque de Ruas da Glória resume-se talvez apenas às atuações da dupla central de atores, que se entrega com intensidade e veracidade na caracterização desses amantes enredados em um relacionamento tão intenso quanto destrutivo.

Íra Barillo/Divulgação
Íra Barillo/Divulgação

Ruas da Glória: * *

COTAÇÕES

* * * * * ótimo     * * * * muito bom     * * * bom     * * regular     * ruim

Assista ao trailer de Ruas da Glória:

Roger Lerina

Roger Lerina

Jornalista e crítico de cinema. Editou de 1999 a 2017 a coluna Contracapa sobre artes, cultura e entretenimento, publicada no Segundo Caderno do jornal Zero Hora.

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