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Últimos dias para visitar “Nervo Óptico 50 anos – Um manifesto” no MARGS

Mostra revisita 50 anos de “exposição-manifesto” apresentada em 1976, marcando estreia pública do grupo de artistas Nervo Óptico

Últimos dias para visitar “Nervo Óptico 50 anos – Um manifesto” no MARGS
Foto: MARGS/Divulgação

O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) exibe até domingo (26/4) a exposição Nervo Óptico 50 anos – Um Manifesto. A mostra revisita os 50 anos da “exposição-manifesto” que o museu apresentou em 1976, marcando a estreia do grupo de artistas conhecido como Nervo Óptico – considerado uma das mais importantes experiências e marcos históricos da arte de vanguarda da época no Sul do Brasil.

Ocupando três salas do 2º andar do Museu, a exposição traz uma ampla e abrangente reunião de trabalhos artísticos e documentação, relacionados ao período de atuação coletiva do grupo, até 1978, pertencentes a coleções pessoais dos artistas e a acervos artísticos e documentais institucionais, como a Fundação Vera Chaves Barcellos, a Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e o próprio MARGS.

Segundo o diretor-curador do MARGS, Francisco Dalcol, a exposição assinala o pioneirismo e a relevância das realizações dos artistas e da atuação do grupo para a compreensão das rupturas provocadas pela arte das décadas de 1960 e 70 e as suas repercussões para a produção artística posterior. “A revisitação procura colaborar para o entendimento da função e da importância históricas da instituição no estímulo à reflexão crítica e atualizada sobre arte e na inserção e legitimação de novas gerações e concepções de arte”, comenta.

A “exposição-manifesto” de 1976 foi organizada pelos artistas Carlos Asp (1949), Carlos Pasquetti (1948-2022), Clovis Dariano (1950), Jesus (Romeo Galdámez) Escobar (1956-2025), Mara Alvares (1950), Romanita Martins (Disconzi) (1940), Telmo Lanes (1955) e Vera Chaves Barcellos (1938).

Foi um evento com dois dias de duração, apresentando uma produção artística inovadora, que explorava novos meios e linguagens, envolvendo séries fotográficas, fotoperformances, fotocópias, ambientes, livros de artista, objetos, textos impressos, proposições inventivas, filmes e slides projetados. O ponto alto foi o lançamento público de um manifesto assinado coletivamente pelos artistas, no qual criticavam a influência do mercado na produção, propondo a necessidade de uma “nova mentalidade” artística. A iniciativa ganhou ampla repercussão na imprensa na época.

Entre 1977 e 1978, o grupo de artistas continuou atuando de forma conjunta, realizando sessões artísticas e experimentais de criação, exposições coletivas e ações envolvendo o público. Com o objetivo de explorar meios alternativos de veiculação de suas obras, produziram 13 edições do “cartazete” impresso intitulado “Nervo Óptico – Publicação aberta à divulgação de novas poéticas visuais”, que acabaria emprestando o seu nome ao grupo.

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