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Vanguart canta as chegadas e partidas de “Estação Liberdade”

Banda folk de Cuiabá sobe ao palco do Teatro Simões Lopes Neto no dia 13 de março, com participações de Fabricio Gambogi e Miriã Farias

Vanguart canta as chegadas e partidas de “Estação Liberdade”
Helio Flanders (esq.) e Reginaldo Lincoln, da Vanguart. Foto: Lucca Mezzacappa

O Teatro Simões Lopes Neto é o destino da Vanguart, nesta sexta-feira (13/3), às 20h, na turnê de Estação Liberdade, oitavo álbum de estúdio da banda mato-grossense. O trabalho lançado em 2025 exibe as marcas de duas décadas de trajetória e o frescor de um grupo que está sempre em movimento.

Nas conversas entre Helio Flanders e Reginaldo Lincoln durante a concepção do álbum, a arte japonesa do kintsugi – que restaura peças de cerâmica com emendas, evidenciando rachaduras e imperfeições – veio à tona como metáfora visual. Os músicos, únicos remanescentes da formação que gravou o primeiro EP da banda em 2005, sentiram a necessidade de acolher as rupturas e reencontros desse percurso longevo. “O disco traz uma fragilidade que somente o tempo te permite ter”, afirma Flanders.

“Vivemos realidades tão pesadas, com todo mundo tomando remédio e fazendo terapia para não enlouquecer, que abraçar as falhas da gente e dos outros é não só um ato de generosidade, mas também de maturidade e inteligência. Não olhamos para trás com mágoas. Temos relações saudáveis com o nosso passado e orgulho de todos os períodos da banda”, completa o compositor e multi-instrumentista.

Emendando cacos e retomando os trilhos, a Vanguart sabe que “a vida é um trem cheio de gente dizendo tchau”, como canta Flanders na segunda faixa de Estação Liberdade. Logo após gravar as primeiras músicas da carreira, a banda se mudou de Cuiabá para São Paulo em 2006 – ano de lançamento do single Semáforo. Em 2007, o disco Vanguart saiu pela revista Outracoisa, fundada pelo músico Lobão, e a partir de então o grupo formaria um público fiel em todo o país. 

“Nunca nos sentimos em casa em lugar nenhum. E quando isso acontece, você está livre. Nossa casa é qualquer lugar em que a gente possa cantar e receber o carinho de quem se identifica com a gente”, diz Flanders, destacando a capital gaúcha como uma das principais bases de fãs da Vanguart. “Fizemos shows históricos em Porto Alegre. É uma cidade muito querida para nós”, destaca o músico.

As viagens de Estação Liberdade incluem o lirismo de faixas como Rodo o Mundo Todo no Meu Quarto, com os versos “Danço todas as noites no meu quarto/ Flerto com baleias e aviões”. Na visão de Flanders, que desde a infância sentia a necessidade de inventar mundos, “com o passar dos anos, a gente vai reencontrando essa criança que, com uma folha de papel na mão, pode visitar o mundo inteiro”.

Foto: Andrei Moyssiadis

Em Porto Alegre, Helio Flanders e Reginaldo Lincoln sobem ao palco do Teatro Simões Lopes Neto acompanhados do baterista Arquétipo Rafa, que gravou o álbum recente. O trio contará com as participações de Fabricio Gambogi (guitarrista da Dingo) e Miriã Farias (violinista da Tum Toin Foin) para apresentar músicas que marcaram a história da banda e faixas de Estação Liberdade

“Estamos sempre em uma estação pensando se a gente pega o trem ou fica. A gente pegou o trem muitas vezes, e também já ficou esperando na estação. Se é pra ficar ou partir, isso só você pode decidir”, diz Flanders, contando os dias para embarcar rumo a Porto Alegre.

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Show do álbum “Estação Liberdade”, da Vanguart
Quando: 13 de março de 2026
Onde: Teatro Simões Lopes Neto (R. Riachuelo, 1089 – Centro Histórico – Porto Alegre)
Ingressos entre 60 e 100 reais à venda no site do Theatro São Pedro

Ricardo Romanoff

Repórter e editor de Cultura na Matinal. Também é tradutor, com foco em artes e meio ambiente, além de trompetista de fanfarra nas horas vagas. Contato: ricardo@matinal.org

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