Olá! Inserir árvores em meio ao concreto das cidades é uma das soluções mais conhecidas para problemas como ilhas de calor. Mas especialistas alertam que técnicas como as microflorestas — implantadas pela primeira vez em Porto Alegre no fim de 2025 — precisam estar integradas a políticas ambientais contínuas para produzir efeitos mais amplos. Você também vai ler:
📚 Apesar da recuperação, Porto Alegre segue entre capitais com piores resultados no Ideb
⚡Quatro dias após o temporal, municípios do Sul do estado seguem sem luz
🦇 Encontrou um morcego na sua casa? Vigilância em Saúde orienta como agir
⛹🏾♂️ Nando Gross escreve sobre a ascensão da NBA como um dos esportes de maior valor econômico nos EUA
🌋 Exposição “Stromboli” reúne obras sobre corpos em transformação na Bolsa de Arte
O debate entre candidatos ao Piratini no último domingo é um dos assuntos da newsletter de Juremir Machado da Silva, que chega às 10h, na caixa de entrada dos assinantes dos planos Completo e Comunidade.
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Floresta de bolso em Porto Alegre exige política ampla para ser solução eficaz
Plantar árvores nativas de forma adensada em pequenas áreas urbanas é uma aposta crescente das cidades frente às mudanças climáticas. Chamado de “minifloresta”, o método promete reduzir ilhas de calor, ampliar a absorção de água no solo e fortalecer a biodiversidade – mas pesquisadores apontam que os resultados dependem de critérios técnicos rigorosos e de uma política de preservação ambiental.
Porto Alegre ganhou sua primeira “Floresta de Bolso” no final de 2025: uma iniciativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) em parceria com a empresa Heineken plantou 850 árvores nativas em 600 m² entre a avenida Padre Cacique e o viaduto Abdias do Nascimento, na zona Sul.
Especialistas apontam limites para esse tipo de iniciativa. Paulo Brack, professor de Botânica da UFRGS e vereador suplente pelo Psol, argumenta, em entrevista ao LabJ da PUCRS, que a prioridade deveria ser preservar remanescentes de vegetação nativa — como os do Jardim Sabará e da Chácara das Nascentes, pressionados pelo avanço de empreendimentos.
Para o engenheiro agrônomo Alexandre Bugin, a iniciativa pode ter resultados positivos desde que respeite critérios específicos para cada ponto da cidade. “Não dá para simplesmente ter uma recomendação única para todo o município. Cada área exige uma avaliação específica do solo, insolação e condições ambientais”, explica.
Em julho, a Câmara de Porto Alegre aprovou o Programa Bosques de Bairro, proposto pelo vereador Roberto Robaina (Psol), que prevê implantar áreas de Microflorestas Comunitárias, semelhantes às Florestas de Bolso; Jardins de Chuva, para melhorar absorção das águas pluviais; e Recuperação de Áreas Degradadas.
Os bosques podem ser criados em terrenos públicos ociosos, propriedades privadas ou locais com risco geotécnico. Em Nova Santa Rita, a prefeitura adotou iniciativa semelhante em regiões de risco: passou a plantar árvores nativas em terrenos atingidos pela enchente de 2024 e desocupados pelas famílias, atendidas pelo programa Compra Assistida. A medida busca evitar novas ocupações e transforma locais onde havia moradias “condenadas” pela Defesa Civil em Áreas de Preservação Permanente.
O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER
Apesar de fim da queda no Ideb, Porto Alegre tem um dos piores resultados em educação básica entre capitais
Mesmo com uma recuperação dos indicadores do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2025 em comparação com a edição anterior, Porto Alegre continua com um dos piores desempenhos no estado e entre as capitais. Nesta edição, a rede municipal da capital passou de nota 4,7 para 5,0 nos anos iniciais do Ensino Fundamental e de 3,8 para 4,2 nos anos finais.
O desempenho faz com que Porto Alegre ocupe a 376ª posição entre os 385 municípios do Rio Grande do Sul com resultado divulgado nos anos iniciais e a 306ª entre 323 municípios nos anos finais. Entre as 11 maiores cidades gaúchas, tem o pior resultado em ambas as etapas do Ensino Fundamental. Em comparação com as demais capitais brasileiras, a capital ocupa o penúltimo lugar nos anos iniciais e tem o terceiro pior desempenho nos anos finais.
Os dados são divulgados a cada dois anos e o índice é calculado a partir dos dados de aprovação escolar e das médias obtidas no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O objetivo do índice é medir o desempenho dos estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio da rede pública e particular e atribuir uma nota de 0 a 10.
Retorno da energia em municípios do Sul demora; no Litoral Norte prefeituras judicializam contra CEEE
Algumas regiões do Rio Grande do Sul ainda não voltaram à rotina normal após a passagem do ciclone da última quinta-feira (6). Até o final da tarde de ontem, mais de 30 mil pontos seguiam sem energia elétrica no estado. Destes, 26 mil estavam na área operada pela CEEE Equatorial – com os municípios mais afetados na região Sul –, e outros 4,5 mil sob gestão da RGE.
Santa Vitória do Palmar tinha 16 mil pontos sem luz, e Chuí registrava 915, ambos nos limites da área da CEEE. Nesses locais, a situação foi agravada pela queda de torres de transmissão em razão dos fortes ventos nas proximidades da Lagoa Mirim. A concessionária prometeu retomar o fornecimento na noite de ontem, reconhecendo que o trabalho poderia ser impactado pelas condições do tempo. Enquanto isso, o abastecimento de água e outros serviços essenciais está sendo garantido por meio de geradores. Os outros municípios do estado, segundo a empresa, devem ter o acesso à energia normalizado hoje.
Sem luz desde quinta-feira, moradores do Litoral Norte também sofrem:
"O pessoal está sem água, muitas pessoas perdendo alimentos em freezer e congeladores, pessoas humildes que trabalham duro para ter seus alimentos refrigerados. Não há uma comunicação para essas famílias, nada", afirmou Carine Muniz, moradora de Caraá, à GZH.
Devido à persistência dos problemas, Caraá, Santo Antônio da Patrulha e Arroio do Sal moveram ações judiciais contra a CEEE Equatorial em busca do restabelecimento integral da energia.

Morcegos em casa? Saiba o que fazer
Neste ano, o Núcleo de Antropozoonoses da prefeitura já coletou 233 morcegos na capital – e apenas 11 deles tiveram resultado positivo para raiva. O número é estável em relação a 2024 e 2025. Portanto, não há motivos para pânico!
Se encontrar um morcego voando dentro de casa, não se assuste: é sinal de que ele está saudável. Abra as janelas e apague as luzes para que ele saia sozinho. Se estiver parado ou caído, isole-o em um ambiente fechado, sem tocá-lo, e ligue para a Vigilância em Saúde: (51) 3289-2450, de segunda a sexta, das 9h às 17h, ou 156 fora do horário comercial. Em caso de mordida ou arranhão, lave o local com água e sabão e procure a unidade de saúde. Pets expostos devem ser revacinados contra raiva.
Os morcegos são protegidos por lei e essenciais ao ecossistema: controlam mosquitos, como o da dengue, e polinizam plantas nativas.
Foto: SMS/PMPA
OUTRAS NOTÍCIAS
Hoje, os bairros Agronomia e Sarandi podem ficar sem água por conta de manutenções do Dmae. O abastecimento deve retornar durante a noite.
Termina hoje o prazo para inscrições no edital que selecionará blocos para o Carnaval de Rua de 2027 na capital, que será realizado entre 5 e 9 de fevereiro.
A prefeitura reabriu a licitação para contratar empresa para elaborar o projeto executivo e os estudos ambientais das obras do Terminal Cristal, na zona Sul. As propostas serão conhecidas em 15 de setembro. Serão destinados R$ 2,6 milhões em investimentos para esta etapa do projeto.
Com queda de 5,36% em relação a junho, o valor da cesta básica de Porto Alegre chegou a R$ 841,94 em julho – quinta cesta mais casa entre as capitais.
Uma caminhada pela redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1 foi realizada na manhã de ontem, promovida por centrais sindicais, dia do retorno das votações e atividades presenciais no Senado – PEC do fim da 6x1 ainda não foi despachada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, às comissões.
A Farmácia Distrital Murialdo estará fechada entre hoje e amanhã. O público deve buscar outras unidades municipais para retirar medicamentos.
O Centro de Comunidade Vila Floresta (Cecoflor), no bairro Cristo Redentor, ampliou a oferta de atividades esportivas gratuitas para crianças, adolescentes, adultos e idosos. A lista completa de atividades pode ser conferida aqui.
A Trensurb reduziu o tempo de viagem entre Porto Alegre e Novo Hamburgo de 63 para 60 minutos. A previsão é um trajeto ainda mais rápido a partir de outubro. Com a conclusão das reformas em subestações de energia, o tempo de viagem deve chegar a 53 minutos.
Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia ontem pela manhã. Até o momento há mais de 570 pessoas feridas e 132 vítimas fatais. Dezenas de prédios foram destruídos. Situação de emergência foi decretada no país.
Nando Gross compara o cenário dos esportes norte-americanos e o que o Brasil pode aprender com as ligas: “No Brasil ainda pensamos demais no tamanho individual dos clubes e muito pouco no tamanho do produto que eles formam juntos.” Leia o texto completo.
CULTURA
Exposição “Stromboli” reúne obras sobre corpos em transformação na Bolsa de Arte

A exposição Stromboli apresenta obras de mais de 50 artistas na Bolsa de Arte, reunindo trabalhos de diferentes épocas que abordam corpos em transformação. O conjunto mescla referências da arte moderna brasileira – como Cândido Portinari, Iberê Camargo e Tarsila do Amaral – com a produção de artistas contemporâneos. A mostra segue em cartaz até 15 de agosto e marca a parceria recente firmada pela galeria porto-alegrense com a paulistana Almeida & Dale. Leia a matéria de Ricardo Romanoff.
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