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✉️ Movimento Peleia Braba reivindica mais diversidade na cultura do RS e outras notícias desta sexta-feira

Edição #1726

✉️ Movimento Peleia Braba reivindica mais diversidade na cultura do RS e outras notícias desta sexta-feira

Olá! Às vésperas do 20 de Setembro, a edição de hoje traz os questionamentos do Movimento Peleia Braba sobre os recursos destinados ao tradicionalismo pela Secretaria de Estado da Cultura. O coletivo defende mais diversidade na distribuição dos valores oriundos de políticas e editais do governo estadual. Você vai ler também:

🏙️ Falta de acolhimento diurno expõe população em situação de rua ao desamparo

💿 Porto Alegre terá Semana do Hip Hop com atividades gratuitas

📖 “Caminhos literários” segue as pegadas de Mario Quintana

🎥 Roger Lerina comenta a estreia de “Três Vezes Adeus

🗳️ Juremir Machado da Silva traz argumentos filosóficos para pensar o voto em outubro

Logo mais, os assinantes dos planos Completo e Comunidade recebem a Tudo É Gênero. Na edição de hoje, Marcela Donini homenageia Amelinha Teles, escritora e ativista feminista que faleceu nesta semana. Amanhã, a Parêntese chega com três textos especiais na temática do 20 de Setembro. Um deles, de Juarez Fonseca, foi escrito há 40 anos e serviu como ponto de partida para Clarissa Ferreira e Jocelito Zalla trazerem novas reflexões sobre a temática. A Matinal News volta na segunda-feira! Bom final de semana!

☀️
Previsão do tempo: Sextou com sol e frio. As temperaturas ficam entre 11ºC e 22ºC hoje. A chuva retorna no fim de semana: para o sábado, o Inmet emitiu alerta amarelo de perigo potencial de tempestade na metade Norte do Estado e alerta laranja de perigo em uma faixa mais ao Norte. Na capital, a chuva prevista para o fim de semana deve ser fraca.

Movimento Peleia Braba questiona recursos destinados ao tradicionalismo e defende mais diversidade nas políticas culturais do RS

O mês de setembro é marcado pela exaltação da “cultura gaúcha”, não raro pouco permeável a manifestações e representações que escapem às visões hegemônicas do que significa “ser gaúcho”. Cada vez mais, no entanto, questionamentos sobre essas noções ganham espaço – como contamos nas matérias sobre o show Sul-Realismo, de Clarissa Ferreira, e O Livro dos Gauchos Imaginários, de Fabio Spolti.

Outro exemplo é o Movimento Peleia Braba. Formado por mais de 150 mulheres, o coletivo questiona o espaço ocupado pelo tradicionalismo na distribuição de recursos públicos destinados à cultura no RS. A articulação critica a “assimetria e falta de equanimidade” no acesso a recursos destinados e geridos pelo governo estadual.  

“A Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) lançou prêmios com verba própria do estado que foram criados e direcionados exclusivamente para os Centros de Tradicionalismo Gaúcho (CTGs). Ao mesmo tempo que contaram com esses prêmios específicos e fechados a qualquer outro grupo, os CTGs também puderam se inscrever e concorrer livremente em todos os editais abertos das demais áreas gerais, bem como em editais como Cultura Popular e Culturas Vivas – Pontos de Cultura”, afirma Cris Cubas, produtora cultural e uma das idealizadoras do Peleia Braba.

“Não se trata de negar recursos aos CTGs, onde também existem mulheres, pessoas pretas e demandas reais, mas de questionar escolhas de governo que reforçam financeiramente um segmento já historicamente favorecido, material e simbolicamente, em vez de priorizar territórios e populações que continuam desassistidos”, completa a integrante do movimento.

Em nota enviada à Matinal, a Sedac afirma que considera legítimo o debate sobre os critérios de distribuição dos recursos públicos, mas que a existência de editais específicos para o tradicionalismo gaúcho não caracteriza um privilégio. “O tradicionalismo é uma manifestação cultural de reconhecida relevância no Estado e, como outras expressões culturais, pode ser contemplado por políticas específicas de preservação, valorização e fomento, da mesma forma como ocorre com o segmento do Carnaval e do Audiovisual, que também receberam editais específicos de valorização e fomento”, declara a pasta.

Leia a reportagem completa:

Peleia Braba questiona recursos destinados ao tradicionalismo e defende mais diversidade nas políticas culturais do RS
Coletivo aponta assimetria em favor de CTGs em editais; Secretaria de Estado da Cultura afirma que não há tratamento diferenciado


O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER

Falta de acolhimento diurno em Porto Alegre expõe população em situação de rua ao desamparo

Quem passa ao fim da tarde pela avenida João Pessoa, na capital, costuma ver as longas filas em busca de vagas no Instituto Espírita Dias da Cruz – um dos quatro albergues noturnos da capital, que acolhem até 465 pessoas na Operação Inverno. Às 6h da manhã, os acolhidos precisam deixar o local e encarar o dia sem amparo público.

A reportagem do Portal Humanista, da UFRGS, acompanhou quem vive essa rotina: sem acolhimento diurno, as alternativas são enfrentar filas por fichas de atendimento nos três Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua – os Centros Pop – da capital ou buscar refeições em cozinhas solidárias.

O cenário expõe a diferença central entre as estruturas: enquanto abrigos e casas de passagem garantem permanência contínua e vínculos com as equipes assistenciais, os albergues são considerados paliativos que oferecem uma cama, banho e alimentação à noite. Como os Centros POP só acolhem 280 pessoas por dia, milhares ficam desassistidos.

Essa desassistência se agrava longe do centro de Porto Alegre. Em abril, três albergues e um Centro Pop foram transferidos para o bairro Floresta. Ao Humanista, a Secretaria Municipal de Assistência Social justificou a mudança com fatores logísticos e pressão da comunidade que mora no entorno dos antigos endereços

“Se abre um centro POP, por exemplo, na Restinga, onde é que eles dormem? A cobertura é extremamente curta. Oferecemos uma coisa ou nada. É sempre insuficiente”, afirma a professora de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Maria Gabriela Curubeto Godoy, à reportagem do Humanista.

A Matinal mostrou, em reportagem, outro gargalo que poderá afetar o atendimento: a gestão de Sebastião Melo (MDB) pretende reestruturar o Serviço Especializado de Abordagem Social, conhecido como Ação Rua, cortando 53% dos profissionais e reduzindo o orçamento do serviço de R$ 18,2 milhões para R$ 7,7 milhões anuais. Sob o argumento de fortalecer os serviços na área central da cidade, a prefeitura também propôs redistribuir as equipes. Atualmente, são 11 atuando em 11 territórios – se o projeto do município for aprovado, serão apenas cinco equipes, distribuídas em quatro macroterritórios. 

Porto Alegre terá Semana do Hip Hop com painéis, workshops e shows gratuitos

Foto: Felp.OG

Entre hoje e a próxima terça-feira (22), a cultura hip hop ganha destaque na capital, a partir da programação gratuita promovida pelo Museu da Cultura Hip Hop RS. A celebração vai reunir MCs, DJs, artistas de breaking e do grafite, com a participação de nomes consagrados nos cenários regional, nacional e internacional. Os ingressos estão disponíveis aqui

Durante a abertura do evento, será lançado o edital do Programa de Fomento às Semanas Municipais do Hip Hop RS, que pretende reativar atividades do gênero em cidades gaúchas. O primeiro dia traz também painel de produção musical e discotecagem com DJ Hum – um dos pioneiros do rap no Brasil, ao lado do parceiro Thaíde – e DJ Laiz Regina, além de apresentação de dança do grupo Flow do Bairro. No encerramento, um dos destaques é o painel sobre a diversidade do breaking, com o dançarino norte-americano Flea Rock. Saiba mais sobre o evento. 


“Caminhos literários” segue as pegadas de Mario Quintana pela Capital

Em homenagem aos 120 anos do nascimento de Mario Quintana, a segunda edição do projeto “Caminhos Literários” irá percorrer ruas da capital que eram frequentadas pelo poeta. O evento ocorre amanhã, às 10h, e terá condução da fotógrafa e jornalista Liane Neves, amiga que acompanhou de perto os últimos anos da vida de Quintana. 

O percurso começa em frente ao Theatro São Pedro, na Praça Marechal Deodoro, e termina na Casa de Cultura Mario Quintana, antigo Hotel Majestic, onde o escritor viveu por muitos anos. O trajeto busca refazer os passos de Quintana, passando por lugares que fizeram parte do seu cotidiano, como a antiga sede do Correio do Povo, onde trabalhou durante décadas, e a Biblioteca Pública do Estado, onde se formou como leitor.

Foto: Robertopujol/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons


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A Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães convida bibliotecas interessadas a participar da 23ª Feira de Troca de Livros de Porto Alegre, que será realizada em 26 de setembro. As inscrições estão abertas até amanhã.
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Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento, anunciou ontem que o governo irá reajustar o Bolsa Família em 15%. O custo é de R$ 5,8 bilhões neste ano e será de R$ 22 bilhões em 2027.

Como votar em tempos de polarização

Não me entusiasmo com quem joga para baixo do tapete erros históricos, mas com quem renova o comprometimento com medidas que enfrentem o fosso da desigualdade que se perpetua por séculos em países como o Brasil. Não é preciso definir a etiqueta ideológica. Basta opor-se a todos esses modos de estar no mundo citados antes, de memória.

Leia a coluna completa.


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Diretor artístico da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Manfredo Schmiedt conversa com Roger Lerina e Marcelo Perrone sobre as novidades da OSPA neste segundo semestre. Na pauta cinéfila, a dupla recomenda um trio de excelentes filmes inéditos: Três Vezes Adeus, novo longa dirigido pela espanhola Isabel Coixet e ambientado em Roma, No Caminho, thriller dramático selecionado pelo México para concorrer a uma vaga de Melhor Filme Internacional no Oscar de 2027, e Barreda, eletrizante true crime de tribunal argentino.


“Três Vezes Adeus” mostra o amor depois do amor

O longa Três Vezes Adeus (2025) narra com sensibilidade e delicadeza os desdobramentos do fim de um relacionamento. Ambientado em Roma, o novo filme da cineasta espanhola Isabel Coixet oscila entre a melancolia e a ternura para mostrar o amor depois do amor. Leia a resenha de Roger Lerina


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