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Nosso sapucay

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Nosso sapucay
Foto: Gabriel Ribeiro/CMPA

Já sem purpurina, fantasia e sol forte na cabeça, reflexões pós-Carnaval invadem a edição atual. Jairo Ferreira traz o olhar de um gaúcho que vivenciou a festa em Salvador, Juremir Machado da Silva reproduz sussurros de uma quarta-feira de cinzas, e Paulo Coimbra Guedes defende o enredo que homenageou Lula na Sapucaí.

Alguns dias após a apresentação do porto-riquenho Bad Bunny no Super Bowl, a artista e pesquisadora Clarissa Ferreira aprofundou o interesse pelo cantor. O resultado disso é um artigo em que a etnomusicóloga associa o “le-lo-lai” da música Lo Que le Pasó a Hawai ao gauchismo presente em nós. O show no intervalo da competição norte-americana também reverberou em Chris Dias, que compartilha o encantamento e o orgulho de ser latina. 

A literatura ganha destaque com Caroline Lima, que conta sua experiência ao ler a italiana Natalia Ginzburg. Helena Terra publica o quarto capítulo do folhetim A medida das coisas humanas, enquanto Jorge Benitz relembra o feitio do romance coletivo Apolinário e Esmê, e Carlos Gerbase revela a história do autógrafo cedido por Michel Houellebecq. 

Álvaro Magalhães critica o projeto de transformação urbanística da Avenida Ipiranga e seu entorno, chamado Regenera Dilúvio. Segundo o autor, a gestão municipal dá a entender que vai despoluir o canal que atravessa a cidade, mas na verdade pode liberar a verticalização extrema próxima ao curso d’água. Em vez de Porto Alegre, teríamos uma Camborianga, tal qual a cidade do litoral catarinense que não cansa de arranhar o céu com edifícios cada vez mais altos.

Boas leituras!