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A Copa sob ameaça

A Copa sob ameaça
Donald Trump recebe o Prêmio da Paz da Fifa – O Futebol Une o Mundo | Foto: reprodução/FIFA

O mundo voltou a viver sob a lógica do medo. E o principal personagem desse cenário atende pelo nome de Donald Trump.

Desde que retornou ao poder, não houve um único dia em que o presidente dos Estados Unidos não tenha elevado o nível de tensão internacional. A política externa da maior potência do planeta passou a operar pela lógica da ameaça, da demonstração de força e da intervenção direta. O episódio mais recente é o bombardeio ao Irã, realizado em conjunto com Israel. Os ataques atingiram instalações militares e áreas civis, incluindo escolas, além de mirarem lideranças do regime. O resultado foi a abertura de uma nova frente de guerra no Oriente Médio.

A consequência veio quase imediata. O Irã respondeu com ataques a bases e instalações militares ligadas aos Estados Unidos em diferentes países da região, ampliando o risco de um conflito de proporções imprevisíveis.

Trump governa a política internacional como se fosse uma negociação imobiliária: pressiona, ameaça, invade, ocupa espaço e depois negocia a partir da força. Foi assim com a Venezuela, onde os Estados Unidos passaram a intervir diretamente na cadeia do petróleo. É assim com a Groenlândia, que ele já declarou interesse em controlar. É assim também com Cuba, que voltou a aparecer no radar estratégico americano.

Enquanto isso, os conflitos se acumulam.