
Não, o que caracteriza a nossa época não é o cansaço nem a ruína das grandes potências do futebol (Itália, Alemanha e Brasil), mas a obsessão pela novidade. A qualquer custo. O século 16, com as grandes navegações e a descoberta da América, produziu novidades grandiosas. O século 18, com a Revolução Industrial, inaugurou a era por excelência da novidade, que se consolidaria no século 19, seria sacralizada no século 20 e canonizada no século 21. Vivemos da e para a novidade como dependentes de uma droga.