Os clubes querem preservar o dinheiro das bets. Deveriam dizer isso sem rodeios. Ao aderir à campanha “Proibir não é proteger”, apresentam a defesa dos seus contratos como preocupação com o torcedor. A hipocrisia começa aí.
Promovida pela Associação Nacional de Jogos e Loterias e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, a campanha reage à proibição das casas de apostas no Brasil. As empresas querem voltar a operar. Os clubes querem continuar recebendo. São interesses comerciais conhecidos, mas o discurso prefere falar em proteção.