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A hipocrisia dos clubes na defesa das bets

Inter e Grêmio defendem o mesmo interesse do Flamengo, embora o dinheiro das bets tenha ajudado a ampliar a distância entre a dupla e o clube carioca.

A hipocrisia dos clubes na defesa das bets
Bruno Henrique é réu na Justiça comum por fraude em competição esportiva e estelionato, mas segue liberado para jogar pelo Flamengo. Foto: divulgação/imagem ilustrativa

Os clubes querem preservar o dinheiro das bets. Deveriam dizer isso sem rodeios. Ao aderir à campanha “Proibir não é proteger”, apresentam a defesa dos seus contratos como preocupação com o torcedor. A hipocrisia começa aí.

Promovida pela Associação Nacional de Jogos e Loterias e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, a campanha reage à proibição das casas de apostas no Brasil. As empresas querem voltar a operar. Os clubes querem continuar recebendo. São interesses comerciais conhecidos, mas o discurso prefere falar em proteção.