Antes do retorno de Donald Trump ao poder, o mundo vivia num estado geral de simulação. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, simulava-se uma ordem internacional baseada em princípios de soberania nacional e autodeterminação dos povos. A intervalos regulares cometiam-se exceções.
Com o ataque ao Irã e a morte do aiatolá Khamenei, depois da invasão da Venezuela e do sequestro de Nicolás Maduro, os Estados Unidos colocaram em dia a agenda de guerra que vinha sendo discutida e azeitada.
O alerta é claro: todo país que contrariar os interesses dos Estados Unidos será atacado e chamado a aceitar a nova ordem do imperialismo.
O Irã não vale uma defesa. Vive sob o domínio de uma teocracia espúria que oprime mulheres e reprime qualquer tentativa de resistência.
Os Estados Unidos, porém, não agem por virtude, qualidade que não faz parte do vocabulário das relações geopolíticas sustentadas pela força.
A nova ordem não tem simulações nem dissimulações. De certo modo, Trump pôs fim à linguagem da diplomacia, toda ela baseada no fingimento.