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Em clima de Copa do Mundo

Meu nacionalismo esportivo é tão forte que torcerei apaixonadamente pelo Brasil com Ancelotti, com tudo.

Em clima de Copa do Mundo
Foto: Azul

Está chegando a Copa do Mundo de futebol dos Estados Unidos, do Canadá e do México. O Brasil não é favorito e tem um técnico italiano que fala algo já parecido com português. Brasileiros gostam é de ganhar. Se emendarmos três vitórias na primeira fase, a confiança voltará e com ela o entusiasmo. Nos últimos anos, o clubismo cresceu e diminuiu a paixão pela seleção nacional. O vira-latismo também atingiu o ponto máximo, com jovens convencidos de que só os europeus sabem jogar futebol. Por fim, implantou-se a ideia de que existiria uma maneira científica de jogar futebol.

A escolha do italiano Ancelotti para treinar o Brasil é uma derrota de toda a categoria de técnicos brasileiros. Jamais uma seleção foi campeã com um técnico estrangeiro. Tomara que seja desta vez. Eu sou fã de seleções pelo fato de que nelas o dinheiro não triunfa como elemento organizacional. Os Estados Unidos não podem comprar os melhores do mundo para formar uma equipe vitoriosa. Os critérios de formação de uma equipe incluem naturalização e não ter jogado por outro país. Por mim, isso valeria também para o treinador. Não vejo xenofobia nisso. Mas afirmação do fundamento das seleções: a nacionalidade. Sem extremismo nem preconceito.