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Entre escolhas erradas e sinais de alerta

Entre escolhas erradas e sinais de alerta
Foto: Internacional / Reprodução

O início do Brasileirão deixou recados claros para a dupla Gre-Nal. No Beira-Rio, o Inter tratou a estreia como se fosse um jogo negociável. Não é. Nunca foi. Especialmente para um clube que passou o campeonato passado inteiro flertando com o rebaixamento e só respirou nas últimas rodadas. Poupar titulares logo na largada não é só uma decisão técnica, é uma mensagem. Para o elenco, para o torcedor e para o próprio campeonato. O Brasileirão exige regularidade e cobra cedo. Pontos largados no começo fazem falta quando a tabela aperta.

O discurso do planejamento existe e faz sentido, mas ele não pode ignorar o contexto. E o contexto do Inter é de reconstrução de confiança. Um time que quase caiu precisa entrar no campeonato mostrando seriedade desde o primeiro jogo. Não se trata de prometer espetáculo, e sim de mostrar compromisso. Força máxima não garante vitória, mas sinaliza que o clube aprendeu com o passado recente.

Ao relativizar a estreia, o Inter parece repetir erros que já custaram caro. O torcedor entende isso, ele não pede perfeição, pede entrega e a sensação de que o Brasileirão está sendo levado a sério desde o início. Quando vê titulares fora, a dúvida aparece na hora. Depois, correr atrás vira desespero, troca de treinador e conta na calculadora – um roteiro que o colorado já conhece.