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Jornalismo brasileiro sonolento

Por que "furos" são dados por sites e não pela grande mídia?

Jornalismo brasileiro sonolento
Foto: Roman Kraft

Chama a atenção que os dois últimos grandes “furos” do jornalismo brasileiro, a “Vaza Jato”, que levou à anulação das armações de Sergio Moro e Daltan Dallagol contra Lula, e agora o telefonema de Flávio Bolsonaro para achacar Daniel Vorcaro, tenham sido dados por um site, Intercept, e não por um dos poderosos veículos da grande mídia brasileira: O Globo, Estadão, Folha de S. Paulo, Rede Globo, Band, SBT e Record. Será que a grande mídia preferia falar de outras coisas, do sexo dos anjos ou da separação de Virginia e Vini?

O jornalista da grande mídia Juca Kfouri, que parece não temer perda de emprego, esculhambou a Globo, onde não trabalha, por levar a influencer Virginia Fonseca, que, segundo ele, “não concatena duas frases”, como repórter de bastidores na Copa do Mundo de futebol.

A grande mídia só pensa em audiência e faturamento. Se, para alcançar essas metas, precisar vender o jornalismo para o entretenimento, não tem problema. Em novelas, até nome de personagem é marca. Eudora, da nova novela das nove da Globo, é nome propaganda.