Como se sabe e se comprova a cada dia – com fartura de acontecimentos e novidades, que a sociedade do espetáculo não suporta o tédio da mesmice, nem a ausência de gols de centroavantes e de novos escândalos de corrupção –, o Brasil não é para mentirosos amadores.
Por aqui a mentira atingiu tal grau de circulação que para ser aniquilada requer antibióticos capazes de combater bactérias muito resistentes. Flávio Bolsonaro já provou que é um grande mentiroso profissional. Um craque da enganação midiática. Deve considerar que faz parte do ofício de político de alto escalão, ainda que no térreo também se pratique a mentira como uma necessidade.
Mentir em rede nacional, com ar de superioridade moral, é coisa que exige prática, experiência, desenvoltura, anos de exercício bem-sucedido. O mentiroso profissional não é aquele que nunca é descoberto. Ao contrário, passa boa parte do tempo sendo desmascarado. Mas cobre mentira com mentira, numa sequência cada vez mais sem nexo, sempre em nome de uma boa causa.