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Paradoxo Moraes, um caso de escola

Se o ministro se achava blindado por seus serviços prestados à democracia, não compreendeu que o perigo se escondia longe da cobrança de virtudes fundamentais

Paradoxo Moraes, um caso de escola
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Alexandre Moraes salvou a democracia quando ela balançava diante das forças de um exército de Brancaleone nostálgico do golpe midiático-civil-militar de 1964. O ministro do Supremo Tribunal Federal precisou recorrer a algumas soluções ligeiramente autoritárias para atingir fins nobres. Passou por cima de certas regras do jogo, no entender de especialistas não só de direita, para que o jogo pudesse continuar sendo jogado. A direita republicana, aquela que usa talhares e crê em regras de jogo, aplaudiu.

Mas Alexandre de Moraes, talvez embriagado com seu sucesso e poder, atrapalhou-se com outras regras do jogo. A direita sabe disso e não vai poupá-lo. Afinal, o momento é outro e ela quer a volta de certo autoritarismo com bons modos de ocasião: o bolsonarismo moderado de Flávio.

A mulher do ministro assinou um contrato de prestação de serviços advocatícios de R$ 129 milhões com o banqueiro Daniel Vorcaro.

A oposição garante que o objetivo de Vorcaro era ter o WhatsApp do marido dela. Esse acontecimento faz falar sem parar da mulher de Cesar.

A família Moraes curtiu voos gratuitos na Aviação Vorcaro. As más línguas estalam em paráfrases: não existe voo grátis, nem almoço, etc.