Em sua fala na CPAC (Conferência de Ação Pública Conservadora), nos Estados Unidos, há alguns dias, Flávio Bolsonaro não apenas prometeu entregar o Brasil aos norte-americanos se ganhar a eleição presidencial deste final de ano, mas também fez algo mais difícil: um oximoro.
Sustentou que está pilotando uma política conservadora de vanguarda.
Nunca antes a doutrina do Big Stick, de Ted Roosevelt, foi tão bem ilustrada por quem deveria temê-la: a América para os americanos do Norte.
Nem será necessário fazer uso do grande porrete.
Flávio Bolsonaro quer que o Brasil seja quintal dos Estados Unidos com satisfação e mimos aos colonizadores: terras raras e metais críticos.
O desastroso segundo governo de Trump em termos de política internacional foi louvado como a expressão mais viva e perfeita da democracia e do progresso. Não se sabia se Flávio delirava ou mentia com grande prazer.
Na verdade, era pior: ele acreditava em cada palavra que dizia. Sentiu-se a força da sua crença quando ele disse América para se referir aos Estados Unidos. O termo borbulhou na boca como espumante de marca.