– Que houve, mulher? Que tristeza é essa?
– Ai, guria. Como é que eu vou viver sem carnaval?
– Ânimo, criatura. No ano que vem tem de novo.
– E até lá? Como é que eu aguento?
– Essa tua é a legítima cara de enterro. Dos ossos.
– Eu sempre fico assim na quarta de cinzas.
– Nunca tinha reparado nesse teu lado folião.
– Terça de noite já começa a deprê.
– Eu não sabia que tu gostava tanto de carnaval.