Rafael Borré virou alvo de parte da torcida depois de uma entrevista ao canal da esposa, Ana Caicedo. Ele disse que sentiu o peso das críticas, que em alguns momentos teve dificuldade até para sair de casa e treinar. Isso incomoda quem vê futebol só pelo resultado, mas não é um relato raro. Quem trabalha sob pressão sabe como isso funciona.
O debate sobre cobrança é válido. Rafael Borré foi contratado para decidir, é o maior salário do elenco e, no Internacional, chegou como protagonista. No River Plate, na Europa e até na seleção colombiana, ele nunca carregou esse rótulo com tanto peso. Mas não dá para confundir cobrança com desumanização. Jogador rico e conhecido também vacila, também sente. Dá para achar que ele exagerou, dá para dizer que precisa render mais. O que não dá é tratar a reação dele como afronta. Onde está o desrespeito? Se fosse indiferença, ele ignorava. O incômodo vem porque ele se importa.