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Relações sempre perigosas

Um olhar brasileiro sobre um romance francês universal

Relações sempre perigosas
Imagem: Reprodução / Editora Lafonte

A marquesa de Merteuil e o visconde de Valmont não valiam um centavo.

Mas eram ricos, bonitos e perversos. Tinham experimentado as delícias do corpo um do outro e haviam se separado mais por determinação dela, que preferia ficar livre para novos gozos, tramas, manipulações e maldades. Sim, os dois eram maus até não poder mais. A especialidade dele era desgraçar mulheres casadas incapazes de resistir ao apelo do amor. Estou falando, claro, de um dos romances mais famosos de todos os tempos, As relações perigosas, de Choderlos de Laclos. Um clássico do século 18.