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Shakira, superpoderosa e latiníssima

Artista colombiana fez show para dois milhões em Copacabana

Shakira, superpoderosa e latiníssima
Foto: Jakob Polacsek

Vi uma parte do show de Shakira na televisão.

Que mulher superpoderosa e carismática. Fui derrubado pelo grande atraso da artista para me segurar até o fim. Aquele longo, como diriam os franceses, remplissage (encher linguiça) com apresentadoras já não sabendo mais o que dizer, me desestabilizou. Mas gostei do que vi.

Esperava, porém, que fosse mais dançante o tempo todo, prova de que faço projeções baseadas em impressões fáceis. Em certos momentos, ficou lento e discursivo como certos jogos do campeonato brasileiro.

Shakira é mais envolvente do que Madonna e Lady Gaga, além de mais linda do que as duas, mas não tem a arte da provocação das outras. O que pega nela é a sua latinidade transbordante e livre.

Das três divas que fizeram show em Copacabana, foi a mais aberta ao Brasil, a mais simpática, a mais disponível e a mais em casa, certamente por falar português, por ser vizinha e por gostar de nós.

Fazer show tendo Caetano Veloso, Maria Bethânia, Anitta, Ivete Sangalo e a bateria da Unidos da Tijuca em pontinhas é um luxo que muito poucos deste mundo podem desfrutar. É só para quem tem capital acumulado.