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Triunfo das ideologias

Polarização atinge o ápice no Congresso Nacional

Triunfo das ideologias
Foto: Jon Tyson

Foi-se o tempo em que uma direita disfarçada de centro, velha como a política, adornada de moderna, garantia não existir mais direita nem esquerda. Hoje, passada essa fase de mistificação, a direita vai para a televisão bater no peito com orgulho dizendo “somos de direita”. Sabia-se.

Assim, a ponderada gaúcha Any Ortiz foi do Cidadania, antigo Partido Popular Socialista (PSP), fruto de uma fratura do Partido Comunista Brasileiro (PCB), ao Progressistas (PP), que teve muitos nomes, sendo o mais antigo Aliança Renovadora Nacional (Arena), sustentáculo da ditadura militar implantada em 1964. Já Osmar Terra, cuja juventude dedicou ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), passou de mala e cuia do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) para o Partido Liberal (PL), a sigla de Jair Bolsonaro, destinação também de Giovani Cherini, que se consagrou no Partido Democrático Trabalhista (PDT) de Brizola.

Há muitos outros casos de migrações em todos os sentidos. Seria isso uma prova de que as ideologias contam pouco entre nós? Se foi assim há algum tempo, não é mais. Agora, exige-se imagem em alta definição.