
Há vezes, não raras, cada vez mais frequentes, vezes em que deixo muitas tarefas pendentes, peixes azuis no ar, lindas bolinhas de gude, vezes em que me vejo assinando armistícios, vezes em que me vejo discursando em comícios, vezes em que contenho a força do meu traço rude. Momentos em que acredito na magia do recomeço. Queria parar o mundo para começar de novo. Queria baixar as armas e acenar para o povo. A vida, porém, não tem estações de transbordo. Só se desce ao final de linha e não se volta. Ao lado, então, não há mais ninguém a bordo.