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Um domingo de outono

Poema de uma manhã de esperanças

Um domingo de outono
Imagem para o poema feita por ferramentas de inteligência artificial.

(Para meu amigo Michel Houellebecq)

Não se trata de ignorar o medo,

Nem de sonhar o inexistente.

Cada dia é como um mosaico,

Retalhos de um quadro branco,

Letras sufocadas em pó de giz.

O resto se aprendia nos discos,

Enquanto a vida girava tonta,

E a moça nua dançava na janela,

Para um ponto perdido no espaço.

A lua virava de lado,

Para ser fotografada do alto,

A Terra se vestia de azul,

Para se exibir aos passantes,

Eu vi Camus na sua queda,