Confira todos os textos da edição #313
Nem toda mistura é boa, por José Damico
Geração Z não gosta de carnaval?, por Juremir Machado da Silva
“Ó, abre alas, que eu quero passar”: Dyrson Cattani, por Jandiro Koch
Estória enviesada, por Beatriz Marocco
Entre casa e marido, por Fernando Seffner
Histórias de Autógrafos: Michael Ruse em Levando Darwin a sério, por Carlos Gerbase
Pedaço de uma vida íntegra, por Luís Augusto Fischer
O “avô” dos estudos do livro e da edição no Brasil, por Ana Elisa Ribeiro
A medida das coisas humanas: Capítulo III, por Helena Terra
1903: A morte de Barros Cassal, memória e esquecimentos, por Arnoldo Doberstein
Li que a Geração Z não gosta de carnaval. Mais do que isso, não gosta de festa. Se for assim, deve ser a geração mais chata da história. São os nascidos entre 1997 e 2010, aqueles que o autor de best-seller Jonathan Haidt chama de “geração ansiosa”. Uma turma pálida que, em princípio, só gosta de celular, games, rede social, nariz enfiado em telas, corpo enfiado no quarto ou em qualquer canto onde possa ficar protegida contra os raios da vida real.
Um dia ainda se fará o balanço exato do estrago causado na vida de uma geração pela invenção das telas e telinhas portáteis. A tal Geração Z não é hedonista, recusa um porre entre amigos, detesta compartilhamento de suor, foge de praia, odeia mexer o esqueleto em bailes e prefere ficar ensimesmada, sentada, deitada, isolada, trocando mensagens com o além.
Desconfio que jovens mentem para pesquisadores e que esses rótulos e características fazem parte de alguma conspiração para desmoralizar classificadores obsessivos. Já vi muitos exemplares da Geração Z. Diria que de cada dez talvez um carregue esse padrão de comportamento bizarro.