Confira todos os textos da edição #314
- A alegre democracia de distinções interseccionais: viva o carnaval!, por Jairo Ferreira
- Quando o carnaval passar, por Juremir Machado da Silva
- Ele não poderia ter deixado de ir, por Paulo Coimbra Guedes
- O “le-lo-lai” do Bad Bunny é o nosso sapucay, por Clarissa Ferreira
- O manifesto de um espetáculo, por Chris Cidade Dias
- Natalia Ginzburg: uma leitura sobre a experiência, por Caroline Lima
- Apolinário e Esmê, um romance coletivo, por Jorge Benitz
- Histórias de Autógrafos: Michel Houellebecq em “Submissão”, por Carlos Gerbase
- Camborianga, por Álvaro Magalhães
- A medida das coisas humanas: Capítulo IV, por Helena Terra
Nunca ouvi alguém falar sobre isso, mas acho que ele poderia, se quisesse, ter se candidatado apenas como Luís lnácio – isso para os que já tinham optado por ele em pleitos passados. Para o presidente e para os que já haviam votado nele anteriormente, a confiança era irreversível, já que a fidelidade nunca foi só ao nome completo. Era e continuou sendo ao que continuou fazendo depois de cada eleição bem-sucedida.
A homenagem feita pela escola de samba estreante na elite das agremiações carnavalescas, no mais pomposo e mais promovido desfile de Carnaval do mundo, foi o resultado de uma semelhante deliberação.
A Acadêmicos de Niterói também disse quem era, quem tinha sempre sido e quem gostaria de continuar sendo, mesmo que tivesse de criar constrangimentos aos repórteres, comentaristas e donos da Globo – e muito provavelmente para os que avaliaram o seu desempenho após o desfile. Tal como Lula sempre fez, também homenageou a si própria.