Conheci o Paulo Righi numa conversa sobre um amigo comum, já falecido, o Luiz Sérgio Metz, vulgo Jacaré, grande escritor e letrista. Paulo me ofereceu um livro, que logo comecei a ler, com surpresa das boas: letras de canções ligadas de modo inteligente, sem subserviência, ao universo da cultura regional gauchesca. Só isso já seria mérito suficiente, mas o livro é mais: traz códigos QR para acessar a gravação daquela canção cuja letra estamos lendo impressa. Uma relativa novidade, que nos leva a fruir de modo mais completo a canção, essa forma para sempre híbrida entre letra e melodia, que é uma das forças da cultura no Brasil. Propus umas perguntas ao Paulo, que vão aqui respondidas.
Righi vai estar autografando na Feira no dia 8 de novembro às 16h.
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Luís Augusto Fischer – Nos agradecimentos, tu dizes que o que se vai ler ali, "antes de ser página, é partilha". É partilha com os músicos que escreveram as melodias para as tuas letras, claro, mas também tem a ver com o universo simbólico do mundo gauchesco, certo?