Confira todos os textos da edição #310
- Sobre as tiranias: uma possível leitura psicanalítica, por Leonardo Beni Tkacz
- Trump nem disfarça, não é mesmo?, por Euclides Bitelo
- As vaias, por Gustavo Melo
- Equipamentos culturais públicos: a gestão importa, por Álvaro Magalhães
- Bruxas, por que não?, por Clarissa Brittes
- Histórias de Autógrafos: Luis Fernando Verissimo em “Comédias da Vida Privada”, por Carlos Gerbase
- Pensa um homem jaguara, por Paulo Damin
- Diário da guerra do sono: Capítulo X – O sono, por Cristiano Fretta
- Nas pegadas de Milton Hatoum, por Juremir Machado da Silva
Tudo as polícia tava atrás dele: a federal, a brigada, até os guardinha que cuida de pixação na praça tava no rastro dele. Digo: mas o que que você fez, homem de Deus? Não, deixa quieto.
Só sei que ele tava lá com a tronozeleira eletrônica, sabe. Daqui prali, só podia ir no mercadinho, que aquele troço apitava lá na polícia e os homem vinha tudo ver onde que ele tava, se ele varava aquele limite, né. Ah porque eu tenho que levar o cachoro passear, diz ele. Não: era daqui até ali. O cachorro que cague entremeio.
Aí foi assim até que o loco ele decidiu largar. Que o juiz lá decretou prisão pra ele, ia pra cadeia de vereda, o traste. Bá… Aí ferveu a guarapa. Que o cara esse que eu te conto ele não era flor que se cheire, mas na hora que apertava o botão… o dele, no causo, aí era pernas pra que te quero.