Sinceramente: se certos políticos e pessoas passassem pelo Salão de Atos da UFRGS no último final de semana, o ataque de urticária seria inevitável.
É que desde o final da tarde de quinta, dia 26, quando uma passeata livre e bem-humorada abriu os trabalhos da 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos, Porto Alegre respirou um ar que lembrava o do Fórum Social Mundial. Aquele que em alguns deixou saudade pela democracia e, em outros, pelos bons negócios que trazia.
A 1ª Conferência Internacional Antifascista discutiu tudo o que causa coceira e mal-estar em parte da população. Falou-se de Gaza, de Cuba, do Irã, do Líbano, da Venezuela, não com comentaristas de Facebook, mas com estudiosos e especialistas respeitados no mundo inteiro. Falou-se sobre violência de gênero. Sobre racismo. Sobre justiça climática. Sobre educação. Sobre assuntos que deveriam interessar a todos, mas que receberam o carimbo de “coisa da esquerda”. Mesmo sendo pautas da humanidade.