Tenho insistido nessas crônicas que as cidades passaram a nos habitar em vez de nós as habitarmos. Isso porque elas, tal qual as temos em nossas mentes, estão desaparecendo. Estão sendo substituídas, rapidamente, por grandes porções de território povoadas de gente, fábricas, usinas e o que seja. A urbanização se esparrama pelo planeta em forma de mancha sem forma. É impossível definir seus limites. Basta olhar o planeta iluminado à noite para entender a dimensão do que quero dizer.