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El Niño intenso pertence a “novo normal” climático

Fenômeno aumenta probabilidade de eventos extremos, mas sua intensidade neste ano, mais forte do que as anteriores, mostra condições especiais nos parâmetros do clima

El Niño intenso pertence a “novo normal” climático
Ilha da Pintada, em Porto Alegre, no final de julho (2026). Foto: Pedro Piegas / PMPA

Pelo menos desde 2023, os gaúchos vivem com o temor da próxima enchente no horizonte. Naquele ano, as cheias e os nove ciclones que atingiram o estado ocorreram em razão de um “contraste térmico” na atmosfera e a influência do El Niño. No ano seguinte, o território viveu sua maior tragédia socioambiental devido a uma somatória de fatores – dentre eles um bloqueio atmosférico, uma corrente intensa de vento e um corredor de umidade com origem na Amazônia. Mas foram as mudanças climáticas que dobraram a possibilidade da enchente e a tornaram até 9% mais intensa, conforme estudo divulgado pelo World Weather Attribution (WWA).