A prometida reforma no Cais Mauá segue no limbo. Duas semanas depois que o consórcio Pulsa RS, que venceu o leilão para tocar o empreendimento, pedir o adiamento do prazo para a assinatura da concessão, o governo do estado não apenas ainda não respondeu, como sequer deu um prazo para responder aos empresários. Conforme o edital, o Piratini tem a prerrogativa de prorrogar o prazo em situações em que houver a solicitação, “desde que por motivo justificado aceito pela autoridade responsável” – que, no caso, é o próprio governo.
A Matinal apurou que o consórcio ainda não tem condições legais de assinar o contrato. Isso porque, de acordo com o item 18.5 do edital, há uma série de compromissos prévios a serem cumpridos. Um deles é a efetuação de dois pagamentos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), um no valor de 3% do montante de investimento estimado e outro referente ao ressarcimento de gastos com terceiros para realização dos estudos para a concessão.
Em 19 de março – uma semana após o último prazo final para a assinatura do contrato –, o BNDES informou à reportagem que o consórcio ainda não havia efetuado o pagamento. Questionado pela Matinal, o representante da Pulsa RS não retornou à solicitação de esclarecimentos a respeito. O espaço segue aberto a manifestações.