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Avante, Porto Alegre, para trás

Plano Diretor da cidade será votado e aprovado nesta quinta-feira

Avante, Porto Alegre, para trás
Foto: Gustavo Garbino / PMPA

Nesta quinta-feira, 23 de abril, deve ser aprovado na Câmara de Vereadores o novo Plano Diretor de Porto Alegre. Situação e oposição chegaram a um acordo. O mote é o suposto desenvolvimento sustentável. Siglas são salpicadas para dar tempero ao pacote como ZEIS (Zonas Especiais de Interesse Social). Em tese, tudo pelo bem da cidade. Atirada, Porto Alegre precisa de atitudes. A Ramiro Barcelos pode ganhar o título de rua mais abandonada da zona central da capital gaúcha. A ponte sobre o arroio Dilúvio, na Ipiranga, com mais algum tempo poderá pedir música no Fantástico. Será que o novo plano diretor vai ajudar mesmo a cidade?

Ou vai fazer a farra da construção civil, das empreiteiras e dos negócios imobiliários? Da Zona Sul, recebi este recado: “A Zona Sul está em reboldosa ao tomar conhecimento do Plano Diretor que vai ser votado na próxima quinta feira, sem qualquer consulta aos moradores, que serão atropelados pela construção civil e pelas imobiliárias que terão mão livre para destruir, devido à flexibilização de todos os critérios e abolição do estatuto de ‘Cidade Jardim’ e da proteção das passagens arborizadas que estavam incluídas no projeto dessa parte da cidade”. Virou rotina?

Há não muito tempo a cidade precisou lutar para impedir a elevação de uma torre de mau gosto que projetaria sua sombra sobre o museu Júlio de Castilhos, no Centro Histórico. Está em curso um movimento para impedir que seja erguido um edifício monstruoso de vinte andares na arborizada e linda rua Gonçalo de Carvalho. A justiça suspendeu as obras questionando os estudos ambientais feitos. Para todo lado o perigo avança: transformar Porto Alegre numa Camboriú, sendo que a praia catarinense imita Dubai.