
Riso não se encomenda. Vem ou não vem. Salvo naqueles programas de televisão em que havia uma turma para rir de cada piada. Rir mesmo é sempre espontâneo. Ainda mais quando sai aos borbotões. Não tem como dizer: agora vou rir. Se tentar, não convence. A livraria do amor, peça escrita por Gilberto Schwartsmann e interpretada por Zé Adão Barbosa e Arlete Cunha, teve três exibições no Teatro da Santa Casa nesta semana, de domingo a terça. E arrancou generosas gargalhadas. Na segunda-feira, temi que uma senhora passasse mal de tanto rir. O dramaturgo deve ter curtido o sucesso. Era contagioso e agradável. Como é bom ouvir alguém rir com gana e motivo.