Confira todos os textos da edição #319
Elis Regina, 81, por Antônio Schimeneck
Cony 100 anos – A entrada no mundo, por Marina Ruivo
Um ficcionista indispensável, por Sergius Gonzaga
A imagem perdida, por Sergio Faraco
Era Lisboa e chovia, por Ivan Pinheiro Machado
Quino, a ditadura e além – dados sobre um pessimista atemporal, por Vinícius Rodrigues
Fases da vida: saudades imaginárias, por Juremir Machado da Silva
Legião Urbana: o extraordinário nada de mais, por Paulo Damin
É só Rock Gaúcho... mas foda-se!, por Arthur de Faria
A medida das coisas humanas – Capítulo IX, por Helena Terra
Precisando falar com o poeta, procurei-o no hotel onde morava, na Rua Marechal Floriano. Era um assunto meteórico e, como havia muitos carros estacionados na frente do hotel, deixei o meu em fila dupla. Mario estava deitado de bruços na cama, olhando um caderno. Quando me viu, sentou-se. “Terminei o soneto”, ele disse, quase gritando, indício de que aquilo era uma vitória. “Que soneto?”, perguntei, estranhando. “Aquele! O da folha seca!” Continuei sem entender. Ele custou, mas sempre se capacitou de que, se conversara sobre o soneto da folha seca com alguém, não fora comigo.