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El Niño à vista: como está a proteção antienchente em Porto Alegre

Levantamento da Matinal mostra que ilhas e zona sul permanecem como os locais mais vulneráveis

El Niño à vista: como está a proteção antienchente em Porto Alegre
Foto: Giulian Serafim / PMPA

Há pouco mais de dois anos, o El Niño intensificado por mudanças climáticas, foi um dos fatores que provocou enchentes e enxurradas que atingiram 96% dos municípios do Rio Grande do Sul, matando 185 pessoas. 

Em Porto Alegre e na região metropolitana, o desastre foi agravado pela má gestão do Sistema de Proteção contra Cheias (SPC). No Centro da capital, as falhas nas casas de bombas fizeram a água verter do subterrâneo. Nos bairros Sarandi, na capital, e Rio Branco (sul de Canoas), as obras dos diques não seguiram as especificações do projeto inicial, ficando 1,5 metros abaixo das cotas definidas. Houve também um enfraquecimento da estrutura na zona norte devido a construção de moradias irregulares, o rompimento de uma comporta próxima ao Aeroporto Salgado Filho e o refluxo em estações de bombeamento.