Pular para o conteúdo

PUBLICIDADE

Manhã no paraíso

Uma ode à Itacimirim

Manhã no paraíso
Foto: Juremir Machado da Silva

Então eu disse para a Cláudia na hora de definir onde passar uns dias de férias: “Se o André tem casa lá, essa praia só pode ser boa”.

Não deu outra. Beleza em quantidades incomensuráveis.

André Lemos, professor da Universidade Federal da Bahia e um dos grandes especialistas em cibercultura no Brasil – que está lançando o livro Comunicação precária (Edições 70) – é um velho parceiro, colega dos inesquecíveis tempos de doutorado em sociologia, em Paris.

E se tem Tarde em Itapuã, pode ter Manhã em Itacimirim, não?

Estava pensando nisso nas condições ideais de temperatura e pressão: à sombra de um coqueiro (não curto sombras plásticas nem superpopulação praiana), a dez metros do mar, olhando a curva de areia dourada a perder de vista, o coqueiral, a água turquesa, lendo o romance Setembro Negro, do italiano Sandro Veronesi, sabendo que ao final do dia teria Internacional e Flamengo para ver.

Do sonho ao pesadelo, do paraíso ao inferno?

Nunca me coloco nessa perspectiva quando se trata de futebol. Fui adolescente nos anos 1970. Creio sempre na transfiguração. Ninguém foi campeão brasileiro invicto até hoje, salvo o Inter de 1979.