(Para meu amigo Michel Houellebecq)
Não se trata de ignorar o medo,
Nem de sonhar o inexistente.
Cada dia é como um mosaico,
Retalhos de um quadro branco,
Letras sufocadas em pó de giz.
O resto se aprendia nos discos,
Enquanto a vida girava tonta,
E a moça nua dançava na janela,
Para um ponto perdido no espaço.
A lua virava de lado,
Para ser fotografada do alto,
A Terra se vestia de azul,
Para se exibir aos passantes,
Eu vi Camus na sua queda,